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Rosa de Saron convida fãs para show em São Paulo
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O grupo Rosa de Saron vai se apresentar no Carioca Club, em São Paulo, e conta com a presença de todos os fãs. O show terá todos os hits do novo disco, “Cartas ao Rementente'', lançado recentemente pela banda.

O Rosa de Saron é um dos maiores nomes da música religiosa no Brasil e foi formada em 1988, na cidade de Campinas.

Serviço
Quando: 25/09, 19h (abertura da casa às 17h)
Onde: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros
Quanto: R$35 a R$90


Inventivo e irrequieto, João Arruda é também um versátil músico
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Músico talentoso e multi-instrumentista, João Arruda esbanja alegria sempre que se apresenta. Fotos: Marcelino Lima/Barulho d’água Música

Músico talentoso e multi-instrumentista, João Arruda esbanja alegria sempre que se apresenta.
Fotos: Marcelino Lima/Barulho d’água Música

Marcelino Lima
Colaboração para o UOL*

Um dos mais talentosos músicos paulistas, João Arruda, vai se apresentar no sábado, 27 de setembro, na Casa do Núcleo, espaço situado no bairro do Alto de Pinheiros, em São Paulo. O inventivo e irrequieto morador de Campinas que recentemente completou 28 anos vai dividir o palco com a anfitriã Déa Trancoso, Ivan Vilela, Ari Colares e Renata Gelamo. Vai ser uma ótima oportunidade para o público paulistano ter contato com um artista completo, que entre outras habilidades toca viola com maestria, esbanja alegria, e, cheio de projetos, está engajado diretamente na árdua batalha de valorização da cultura popular brasileira, bem como de outros países.

Para a nossa sorte, com as bênçãos de Tupã e de São Gonçalo do Amarante, que seja este jovem cruzado um vencedor! A promissora e já internacionalizada carreira evidencia que ele gosta de trabalhar com profundidade e devoção, que apesar de ainda parecer um garoto, é dotado de apurada maturidade e experiência. A discografia inclui a gravação de álbuns de autoria própria, como participante ou produtor. Ao lado do violeiro Ivan Vilela, João Arruda integrou a Orquestra Filarmônica de Violas entre 2005 e 2006, e, no ano seguinte, lançou “Celebrasonhos”, um dos melhores álbuns do gênero de música regional e de raiz, assim também considerado pelo crítico e jornalista Bruno Ribeiro, do Correio Popular de Campinas.

O disco de estreia reúne 18 faixas e elenca participações especiais da cantora Daniela Lasalvia, do saudoso trovador Dércio Marques e do maestro e violeiro Chico Moreira, dentre outros consagrados músicos e artistas parceiros. Em 2009, lastreado pelo Prêmio do Programa de Ação Cultural (PROAC) da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo, “Celebrasonhos” chegou a diversas cidades paulistas. A concorrida turnê colocou João Arruda na vitrine e ele acabou selecionado para participar da IV Mostra da Canção Brasileira Independente que teve sede no Centro Cultural Banco do Nordeste e rendeu shows em Juazeiro do Norte (CE) e Sousa (PB).

João Arruda aprendeu a tocar viola com Ivan Vilela e já esteve diversas vezes na Europa como atração de festivais de cultura popular Crédito: Marcelino Lima/Barulho d'água Música

João Arruda aprendeu a tocar viola com Ivan Vilela e já esteve diversas vezes na Europa como atração de festivais de cultura popular
Crédito: Marcelino Lima/Barulho d'água Música

João Arruda, além de músico e produtor que assina trilhas sonoras para documentários e filmes da sétima arte, também integra o “Grupo de Pífanos Flautins de Matuá”, “Cantavento” (de música infantil), “Chasky” (de música latino-americana) e “Taboca da Matta” (de ritmos tradicionais do nordeste brasileiro). Os “Flautins” realizam já há doze anos espetáculos cênico-musicais baseados em pesquisas da cultura popular, em especial das bandas de pífanos do nordeste brasileiro. Nestas pesquisas, João Arruda teve contato e pode aprender com diversos mestres em especial em São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Ceará, Mato Grosso e Goiás.

O grupo ainda o levou a representar em 2010 o país no Projeto Samarro´s Brazil. Em giros pela França e Itália, foram promovidos shows e gravações. Em nova excursão para o exterior, agora em 2013, João Arruda passou por cidades como Buenos Aires, La Plata e Humauhaca, apresentando ao público argentino “Entre violas e couros”. Neste aclamado espetáculo, dividiu o palco com Mariana Carizzo, Maryta de Humahuaca, Jeanine Martins e o grupo Hierbacaña. Ainda no ano passado, enriquecendo ainda mais o seu currículo, ele retornou à Europa como atração em Festivais e Centros Culturais, dentre os quais: Festival Espírito Brum (Birmingham – Inglaterra); Festival Samba Al Pais (Montricoux – França); Concerto no Centro Cultural e Associação Maison Blanche (Toulouse – França); Fête de Bayone  Bayone (País Basco); Fête Occitane de Cordes (Cordes sur ciel-França); Concerto no Centro Cultural Den–Teirling (Bruxelas – Bélgica); Festival Espírito Provence e Festival Musique dans le rue  (Aix, Provence-França).

No ano anterior às novas viagens, João Arruda lançara “Venta moinho”, seu segundo disco. Assim como no primeiro, João Arruda cercou-se de um time dos melhores amigos e músicos, com destaque para o seu atual mestre Levi Ramiro, Kátya Teixeira, Cláudio Rabeca e João Bá. A frente do projeto “Arreuní”, Arruda atua como anfitrião em shows- encontros nos quais já recebeu Dércio Marques, Paulo Freire, Noel Andrade, Déa Trancoso, Carol Ladeira, Stênio Mendes, Levi Ramiro, Pereira da Viola, Wilson Dias, Cláudio Lacerda, Tião Mineiro, Sinhá Rosa,  Maryta de Humauhaca, Luiz Salgado, Lilian Fulô, Adiel Luna, entre outros artistas de várias cidades brasileiras e do exterior. A próxima edição, marcada para 19 de outubro, terá Paulo Freire, Valdir Verona e Moreno Overá, a partir das 19 horas, no Centro Cultural Casarão do Barão, situado em Barão Geraldo, Campinas.

Crédito: Marcelino Lima/Barulho d'água Música

Crédito: Marcelino Lima/Barulho d'água Música

Álbuns em que João Arruda atuou como artista convidado: “Terras das águas”, João Mendes (2007); “O Jardim de Todos”, Carlos Rodrigues Brandão (2008); “Os Nomes”, Carlos Brandão, Dércio Marques e Josino Medina (2009); “Por que cantamos”, Nádia Campos (2010); “Caminho de Rio”, João Rio (2010); “Festa na Rua”, Banda Namoradeira (2011); “Os Sertões”, Roberto Bach (2011); “Malê”, Maíra Ribeiro e Alexandre Lemos (2011); “Um furo mais seis, melodiô”, grupo Bambuzêro (2011); “Quelé”, Bate Canela (2012); “Era uma vez”, Alê Carmani (2012); “Brasil Viola”, de Moreno Overá (2012); “Baroni e a Loukomotiva Kabereka” (2012); “Quele”, Bate Canela (2013); “Janelas”, Músicas do Espinhaco (2013).

Álbuns como produtor fonográfico: “Clareira” (2005); Celebrasonhos (2007); “Companhia de Santo Reis – Azes do Brasil” (2008); “Saudações das caixeiras da guia (2009)”; “Fuá na Cidade”, do grupo de Pífanos Flautins Matuá (2010); “Festa na Rua”, da banda Namoradeira (2011); “A caminho da estrela”; Registro das Companhias de Santos Reis de Campinas (2011); “Acordar com os passarinhos”, de Tião Mineiro (2012); “ Cavaleiro Macunaíma, João Bá 80 anos”, em parceria com Levi Ramiro (2013).

Composições de trilhas sonoras: Espetáculos: “Isabelita”, da Companhia Berro d´Água (Campinas – SP); “Gaiola de Moscas”, do grupo teatral Peleja (Recife-PE); “Tu sois de onde?”, solo de Lineu Gabriel (PE), prêmio de melhor trilha sonora no Festival “Janeiro de grandes espetáculos”, em Recife; “O Corpo é de Plástico?”, de Daniel Costa; Documentários: “O Mistério de Santo Reis”, da Kinema Produções Cinematográficas, e “Pantanal”, de Mark Cegger; Filmes: “Os contos do cafundó”, de Rodrigo Infante , “Tiro pela culatra”, do Laboratório Cisco; “A batalha da Maria Antônia”; e “Diretas-já!”;  de Renato Tapajós.

*Marcelino Lima é jornalista e escreve no blog Barulho de Água Música sobre música caipira, de raiz, tradicional, regional e outros gêneros


Landau e Tuia se apresentam juntos misturando o rock à música regional
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landau e tuia

Landau e Tuia, dois grandes expoentes da nova geração do chamado rock rural, fazem parceria em um show surpreendente.

O sul de Minas se junta ao Vale do Paraíba quando Landau e Tuia unem forças para mostrar a nova cara do gênero.

As influências dos músicos vão de Tião Carreiro, Renato Teixeira, Zé Geraldo, Sá, Rodrix e Guarabyra, Zé Ramalho até Led Zeppelin, Beatles, Creedence Clearwater Revival. Acha improvável? Então confira o show!

Serviço: Landau & Tuia na trilha do rock rural
Quando: 25 de setembro, 22h
Onde: Rua Inhambú, 229, Moema
Quanto: R$20


Noturnall lança clipe exclusivo na Rádio UOL!
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Após lançar com exclusividade no UOL o primeiro disco, o Noturnall está de volta com o lançamento do clipe de “Nocturnal Human Side'' em versão ao vivo gravada em São Paulo. A faixa é parte do DVD “First Night Live'', registrado no primeiro show da banda, no Carioca Club, e que será lançado no dia 20 de setembro.

O vídeo ainda traz ainda a participação do vocalista norte-americano, Russell Allen (Adrenaline Mob/Symphony X), que, além de ter participado na mesma faixa de estúdio no disco e de um clipe rodado em Nova York, também assina, com a banda, a produção do primeiro disco do Noturnall, que já está se preparando para uma turnê européia em dezembro.

A direção do clipe foi responsabilidade do vocalista Thiago Bianchi, o tecladista Juninho Carelli e o diretor Alex Baptista.

 


Exclusivo: Fi Bueno tem mensagem de positividade em seu novo clipe
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A Rádio UOL lança com exclusividade o clipe novo de Fi Bueno! Com uma sonoridade leve e um clima calmo, “Acredite Na Vida'' tem uma mensagem de muita positividade.

O próprio nome da faixa já demonstra esse otimismo que ela inspira. A canção é parte do álbum homônimo que você ouve aqui na Rádio UOL!

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O DISCO “ACREDITE NA VIDA'', DE FI BUENO


Relembre 10 discos brasileiros fundamentais que completam 40 anos
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raul seixas

De Chico Buarque a Rita Lee, passando por Cartola e Raul Seixas, a música brasileira atravessava uma de suas melhores fases em meados dos anos 70.

A Rádio UOL selecionou dez discos nacionais que você precisa escutar e  estão completando quarenta anos em 2014. Prepare os fones de ouvido e boa viagem pelo baú da música brasileira!

“Atrás do Porto Tem Uma Cidade” – Rita Lee

Terceiro disco solo da musa do rock nacional, “Atrás do Porto Tem Uma Cidade” é o primeiro trabalho da cantora após deixar de fazer parte dos Mutantes. É sucessor de “Build Up” e “Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”.

Agora acompanhada pelo Tutti-Frutti, Rita Lee despontava com um rock and roll mais básico e cheio de sensibilidades pop, em contraste com o rock mais progressivo de seus ex-companheiros.

“Tudo Foi Feito Pelo Sol” – Os Mutantes

Por falar neles, em 1974, Os Mutantes já estavam desfalcados dos integrantes Rita Lee, Liminha – que chegou a compor algumas linhas de baixo antes de se despedir da banda – e Arnaldo Baptista, restando apenas Sérgio Dias da formação original.

Gravado incrivelmente em apenas um take, sem pausas, “Tudo Foi Feito Pelo Sol” tornou-se o álbum mais vendido da banda, com canções inesquecíveis como a faixa-título, “Pitágoras”, “Eu Só Penso em te Ajudar” e “O Contrário de Nada é Nada”. Sem perder a pegada roqueira e com pinceladas de jazz fusion, o disco é o mais progressivo da banda, de acordo com as tendências da época.

“Maysa” – Maysa

O décimo sexto e último álbum de estúdio de uma das maiores cantoras da música brasileira levou praticamente o ano inteiro para ser produzido. Desde a idealização, no final de 1973 e o início das gravações, em janeiro de 1974, até a conclusão, que só ocorreu em novembro.

No disco, Maysa interpreta grandes clássicos de compositores como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Dolores Duran e Lamartine Babo com sua voz forte e grave, dando nova roupagem ao estilo melancólico que a batizou de “rainha da dor de cotovelo''.

“A Tábua de Esmeralda” – Jorge Ben

Uma década após revolucionar a música brasileira com “Samba Esquema Novo”, de 1963,  Jorge Ben (que ainda não era Jor), repetiu a dose em “A Tábua de Esmeralda”, considerado o principal disco de sua carreira.

Jorge se interessou por alquimia e se utilizou do tema como influência num legítimo álbum conceitual, ilustrando as letras com melodias suaves, percussão bem marcada e até mesmo pitadas de psicodelia e funk (o original) no samba alquímico.

 “Secos e Molhados II” – Secos e Molhados

Na época em que Alice Cooper, Kiss David Bowie subiam ao palco maquiados, os brasileiros do Secos e Molhados também aderiam ao estilo com figurinos extravagantes aliados ao som ousado que explodiu nas paradas de sucesso da época.

O segundo disco da banda e último trabalho de inéditas da formação clássica com  João Ricardo, Ney Matogrosso e Gerson Conrad, “Secos e Molhados II” conta com composições inspiradas em poesias de Fernando Pessoa, Julio Cortázar e Oswald de Andrade e uma pegada um pouco mais roqueira do que o primeiro trabalho. Não fez tanto sucesso na época, mas hoje é valorizado como um clássico, com obras-primas como “Flores Astrais'' e “O Hierofante''.

“Temporada de Verão Ao Vivo Na Bahia” – Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa

Após a explosão do tropicalismo, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos pelos militares e se exilaram no Reino Unido, o que provocou o fim do movimento, mas não saciou o público, que continuava ansioso por ouvir o som inovador, vanguardista e questionador da época.

Desde então, os cantores se apresentaram com Gal Costa na ilha de Wight, na Inglaterra, em 1970 e, três anos mais tarde em São Paulo, no festival Phono 73. Mas a volta triunfante foi marcada por shows no Teatro Vila Velha, em Salvador, que originaram o álbum “Temporada de Verão Ao Vivo Na Bahia”.

“Sinal Fechado” – Chico Buarque

O nome representa bem o disco. No auge dos anos de chumbo, Chico Buarque tinha quase todo seu material autoral impedido de ser lançado pela censura prévia e a saída foi tocar músicas de outros compositores.

“Sinal Fechado” é um disco de Chico com versões de sucessos de nomes como Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Paulinho da Viola.

“Elis & Tom” – Elis Regina e Tom Jobim

Não é preciso dizer muito sobre um álbum que conta com dois dos maiores expoentes da música popular brasileira em todos os tempos. O trabalho foi idealizado para comemorar os dez anos de carreira da cantora.

Elis Regina e Tom Jobim se uniram em parceria para gravar clássicos de Jobim como “Águas de Março” (há quem diga que esta é a versão definitiva da canção), “Só Tinha de Ser Com Você” e “Por Toda a Minha Vida”, aliando arranjos sofisticados à voz potente de Elis.

“Cartola” – Cartola

O disco de estreia de Cartola só foi gravado quando ele contava 65 anos de idade e já era um dos maiores sambistas de todos os tempos. A simplicidade do músico se reflete na capa e no título que, assim como o segundo disco, é intitulado apenas “Cartola”.

Várias músicas do compositor estão no imaginário popular, e o álbum é marcado por belíssimas canções como “Alvorada”, “Tive Sim” e a eterna “O Sol Nascerá”.

“Gita” – Raul Seixas

O trabalho de maior sucesso do maluco beleza foi “Gita”, lançado em 1974, que vendeu 600 mil cópias e eternizou Raul Seixas como um dos maiores nomes no hall do rock brasileiro.

Além da música que dá nome ao disco, “Gita” é marcado por outras faixas atemporais como “Sociedade Alternativa”, “Medo da Chuva” e “Trem das 7”.

André Cáceres
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Conheça grupo brasileiro de k-pop: Champs!
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divulgação

Marina Tonelli
Do UOL, São Paulo

Com 50 anos no Brasil, a comunidade sul-coreana tem conquistado nos últimos anos cada vez mais espaço na cultura pop brasileira. Não se trata das tradições milenares do país, mas de um fenômeno dos adolescentes, o K-Pop.

O gênero musical, difundido a partir dos anos 90, mistura R&B, hip-hop e pop bubblegum, com videoclipes marcantes recheados de coreografias, cabelos chamativos e canções chiclete. Antes restrito aos entusiastas da cultura oriental, o K-Pop tem crescido cada vez mais entre o grande público brasileiro.

Quem não se lembra do estouro mundial de Psy? Gangnam Style atingiu marcas estratosféricas no Youtube e todos conheciam de cor a dancinha viral que contagiou o mundo. Foi exatamente neste estouro que o pop coreano ganhou força. E aproveitando o embalo, o Brasil já gerou seu representante oficial: o grupo Champs.

Os garotos, que são de diversas partes do país, foram escolhidos através de testes promovidos pela JS Entertainmet e passaram uma temporada na Coréia para treinarem canto, dança e outros aprimoramentos no rígido estilo oriental. Ki Seok-choi, o coreógrafo do grupo, é nada mais nada menos que o criador dos irreverentes passinhos de Psy.

Aliás, quem pensa que os grupos de k-pop são apenas boybands/girlbands comuns, ficará surpreso em conhecer o treinamento exaustivo pelo qual os integrantes passam antes de poderem se apresentar ao público. Alguns grupos passam até sete anos como trainees até estarem suficientemente prontos e muitos deles acabam desistindo.

Confira na Rádio UOL o primeiro single do Champs, “Dynamite”

Mas o diferencial do quinteto brasileiro de k-pop em relação aos grupos coreanos é o fato de cantarem em português com refrãos em inglês, gerando um novo subgênero chamado B-pop que é o equivalente ao K-pop. Algo que inicialmente causou estranheza para os fãs do gênero, acostumados com a presença do idioma coreano.

“Fiquei surpreso com o fato de só ter um asiático no grupo, achei que seriam todos! Mas gostei das coreografias e é um grupo que tem sido muito prestativo com os fãs brasileiros”, conta Dylan Daichi um dos membros ativos dos inúmeros fãs clubes dedicados ao K-pop.

Com apenas um single, Dynamite, que conta com mais de 260 mil visualizações no Youtube e uma série produzida pela JS Entertainmet sobre o treinamento do grupo, o quinteto já conquistou espaço no cenário k-popper.

O quinteto tem feito várias aparições televisivas e participará em breve de um grande evento que reúne os adoradores da cultura oriental, o “Animextreme”.

Com tão pouco tempo de carreira o grupo já é conhecidos até mesmo na Coréia, por causa da internet. Com vídeos na rede em que ensinam suas coreografias, o grupo tem conquistado muitos fãs, que decoram com exatidão os passos.

Especialista no assunto, Daichi aposta no sucesso do Champs. “Acho que ainda têm muita coisa para vir por aí para eles”.

 


Exclusivo: clipe de Grego Dario mostra paixão na terceira idade
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O cantor e compositor paulista Grego Dario está fazendo o lançamento exclusivo do clipe de “Nas Nuvens” na Rádio UOL, e contou em entrevista como foi o processo de concepção e criação do novo trabalho.

Tudo começou com a necessidade que ele tinha de fazer um clipe para divulgar o disco “Então Vc Aposta?”, então começaram as pesquisas para as filmagens. “A dúvida que pintou foi quanto à parte do roteiro”, falou ao UOL. “Fiquei meio inseguro quanto a isso. O diretor perguntou se eu não queria escrever, e eu fiz um super roteiro”, lembra.

“Ele fala da retomada de um sonho. Esse sonho foi perdido por um momento conturbado. E a retomada é camuflada por uma história de amor”, explica ele. “Chamamos um casal de senhores porque acho super bacana a paixão na terceira idade, e de certa forma, isso mostra a virilidade na terceira idade”, teoriza o músico.

No entanto, o orçamento para um clipe com cerca de trinta atores seria estratosférico, então Grego Dario fez uma readaptação para contar a história de forma mais enxuta, e o resultado final o deixou bastante satisfeito. “Foi muito divertido, muito gostoso de fazer, e é uma experiência significativa, porque nunca trabalhei com atores”, afirma.

Para ele, o objetivo do clipe é fazer com que as pessoas se interessem pelo álbum. “Eu busco fazer com que as pessoas ouçam o disco como um todo, é a melhor forma de conhecer o trabalho de um artista”, acredita.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O DISCO DE GREGO DARIO NA RÁDIO UOL

“Todas as letras que eu escrevo são fictícias, mas me inspiro na minha própria vivência”, conta o compositor. Ele adotou um visual mais retrô em seus trabalhos por gostar desse tipo de estética. “Sou um apaixonado de carteirinha por coisas antigas. Elas têm uma pureza por si só”, conta ele, que utilizou áudios de 1948 como referência.

Grego Dario afirma que mexer com clipes é como uma folga para ele. “Essa parte cinematográfica e de design é como um descanso do meu trabalho de fazer música. É uma forma que eu encontrei para descansar sendo produtivo”, acrescenta.

 


Wilson Dias enche os olhos d’água quando canta as belezas do sertão de MG
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Crédito: Marcelino Lima

Wilson Dias é mineiro de Olhos d'Água e já gravou seis discos, entre os quais “Lume'', com participações de Dea Trancoso e Ná Ozetti. Crédito: Marcelino Lima

Marcelino Lima
Colaboração para o UOL

O violeiro e compositor Wilson Dias, aniversariante de setembro, reforça uma característica que historicamente se verifica em Minas Gerais: o de ser um estado fértil e terra inesgotável da qual já brotaram nomes consagrados em vários setores da arte e da cultura.

Natural de Olhos d'Água, cidade que por si só já evoca poesia, Wilson Dias comprova uma bendita condição das Alterosas de revelar à nação gente que pode ser muito boa quando faz música, literatura, pintura, escultura e jogando bola; trem bão pelo qual o mundo inteiro acaba agradecido, uai, e pelo qual viajam o país Drummonds e Cacasos como expressa a joia “Ó, Minas Gerais”, de Sérvulo Augusto e Edvaldo Santana, canção que Augusto gravou em “Coletivo” com a participação de Jane Duboc; “minas de ouro, minas de rimas, de tantos tesouros”, Tostões e Tavinhos que parecem florescer em cada clube ou esquina; Rosas e Brants que são patrimônios culturais como o pão de queijo, a broa de milho ou as estátuas de Aleijadinho; santuários de pretos em ruas de pé de moleque, montanhas douradas de verde ou veredas que conduzem a sertões e jequitinhonhas; berços de folias ancestrais, batuques e congadas e das várias manifestações e ritmos que a obra de Wilson Dias acolhe e preserva.

Wilson Dias já gravou seis álbuns é dotado de rara técnica na lida com o instrumento. As composições que no início flertaram com a MPB, incluindo gravações de sambas, hoje transitam entre o caipira e o moderno e são tocadas e cantadas com sensibilidade e total entrega, um misto de devoção e de gratidão. As músicas, principalmente as instrumentais, em vários momentos, soam como peças de composição clássica de rara beleza.

Este talento pode ser conferido pelos dois vídeos que acompanham este texto. Em ambos há informações e depoimentos sobre a carreira, as dificuldades do começo da vida pessoal de Wilson Dias em uma cidade do Vale do Jequitinhonha onde faltava, na infância, água e luz elétrica, era preciso caminhar 16 quilômetros para ir à escola, por exemplo.

As narrações apresentam, ainda, o envolvimento de Wilson Dias, desde pequeno, com a preservação da natureza e a divulgação da cultura do norte mineiro motivado pelo ambiente familiar no qual a música e elementos da religiosidade, os costumes e o comportamento típicos de um sertanejo que luta com tenacidade pela sobrevivência e sua afirmação no mundo sempre regavam as descobertas e apontavam os caminhos que o menino, mais tarde, viria a seguir.  

O primeiro vídeo, produzido pelo SESC para o programa “Passagem de Som, mostra Wilson Dias em três ocasiões — nas quais em duas está em companhia do amigo e também violeiro Levi Ramiro. Wilson e Levi aparecem relembrando histórias pessoais e pitorescas no apartamento localizado em São Paulo do cardiologista e igualmente violeiro Júlio Santin. Os três revelam curiosidades como a alegria de ver chegar à casa da avó o primeiro lampião a gás (“que iluminava mais do que a lamparina”), os primórdios da música caipira em São Paulo (cuja origem se localiza no triângulo formado por Botucatu, Piracicaba e Sorocaba, cidades nas quais se encontram os primeiros registros fonográficos deste gênero em todo o Estado) e a inspiração para seguir a mesma trilha do pai, esteio e ídolo para o qual Wilson Dias afinava a viola utilizada em cantorias durante as quais também tinha a oportunidade de ver a mãe cantar, acompanhando o marido festeiro.

Apresentação no Teatro Anchieta do SESC Consolação, em agosto de 2013. Crédito: Marcelino Lima

Apresentação no Teatro Anchieta do SESC Consolação, em agosto de 2013. Crédito: Marcelino Lima

Um outro trecho, ainda do primeiro vídeo, traz imagens do bate-papo e do ensaio de Wilson Dias e dos músicos que o acompanhavam, cujas imagens foram captadas horas antes da apresentação deles no projeto “Instrumental SESC Brasil'', coordenado por Patrícia Palumbo, no palco do Teatro Anchieta, do SESC Consolação (SP). A gravação na integra daquela edição do SESC Instrumental realizada em 12 de agosto de 2013 é o que se poderá curtir assistindo ao segundo vídeo, durante cuja exibição valerá a pena prestar bastante atenção à narração de Patrícia.

“Neste show relembro cada momento que eu vivi na roça, cada música é uma fotografia da minha vida”, informou Wilson Dias ao público presente.

Este blogueiro estava na plateia naquela fria noite em que após sofrer as agruras de andar de trem e de metrô em pleno horário de rush noturno, e entrar no Teatro atrasado, com a apresentação já rolando, teve a grata oportunidade de conhecer pessoalmente Wilson Dias, Augusto Cordeiro (violão), Gladson Braga (percussão), André Siqueira (flauta e violão), e Pedro Gomes (baixo). Depois viramos amigos, o que é uma satisfação, pois além de talentoso com a viola caipira nas mãos, Wilson Dias é descontraído e, como todo mineiro, tem aquele jeito brejeiro, desencanado, doce e simpático, além de ser exímio contador de causos, para não fugir à regra.

Algumas das músicas do disco “Mucuta”* tocadas no Teatro Anchieta são verdadeiros concertos, revelam todo o apuro e excelência de Wilson Dias e do seu time que tem a esposa Nilce Gomes sempre atenta e dedicada nos bastidores e no qual a participação do professor da Universidade de Londrina (PR), arranjador e multi-instrumentista André Siqueira, também merece destaque. Siqueira é produtor de vários discos do mineiro, entre os quais “Lume”,lançado em novembro do ano passado, com participações de Déa Trancoso, Ná Ozetti e do poeta e jornalista João Evangelista Rodrigues, compositor que assina várias belezuras do Wilson Dias e de outros bambas como Pereira da Viola.

 *Mucuta é o nome pelo qual se chama em bandas generosas das Minas o embornal, a marmita dos paulistas.

Marcelino Lima é jornalista e escreve no blog Barulho de Água Música sobre música caipira, de raiz, tradicional, regional e outros gêneros.


Pioneiro da música eletrônica Loop B convida fãs da Rádio UOL para show
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Artista inovador, criativo e pioneiro na área da música eletrônica, Loop B comemora os 60 anos de vida com um belo show, em que une o som eletrônico à percussão em sucata.

Essa é uma ótima oportunidade para ver de perto uma lenda da música. O show será no domingo, dia 21 de setembro, às 18h, no SESC Belenzinho.

Serviço: Loop B 6.0
Quando: 21 de setembro, 18h
Onde: SESC Belenzinho
Quanto: de R$4 a R$20