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“Tim Maia” estreia na próxima quinta (30); veja clipes exclusivos
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Estréia na próxima quinta-feira (30) “Tim Maia“, cinebiografia do ícone homônimo da música brasileira. Rodado nos EUA e no Brasil, o filme dirgido por Mauro Lima (“Meu Nome Não é Johnny'') e estrelado pelos atores Robson Nunes e Babu Santana, aborda os 58 anos de vida do cantor morto em 1998, se concentrando na fase inicial de sua carreira, dos anos 50 aos 70.

Depois de fazer sucesso em livros e no teatro, a vida de Tim chega ao cinema com grandes expectativas. Talvez o filme mais esperado da onda nacional de cinebiografias musicais iniciada com “2 Filhos de Francisco'' (2005) e representada recentemente por “Gonzaga, de Pai Para Filho'' (2012), “Somos Tão Jovens'' (2013) e “Não Pare Na Pista'' (2014), “Tim Maia'' será lançado em 600 salas de todo o Brasil.

O projeto de R$ 10 milhões, que usou como ponto de partida o livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia'', de Nelson Motta, foi encabeçado desde o início pelo produtor Rodrigo Teixeira, que já trabalhou em produções nacionais de renome como “O Cheiro do Ralo'' e no cultuado independente norte-americano “Frances Ha''.

É uma imensa responsabilidade produzir um filme sobre a vida de um ícone como Tim Maia. Para mim é uma honra e ao mesmo tempo um grande desafio”.  diz Teixeira, que deu entrevista exclusiva à Rádio UOL.

OUÇA O MELHOR DE TIM MAIA NA RÁDIO UOL

Rádio UOL – A idéia de adaptar a vida de Tim para o cinema partiu de você mesmo ou chegou a você?

Rodrigo Teixeira - O projeto me foi apresentado pelo João Vicente de Castro e desde sempre fiquei muito entusiasmado. Visualizamos no mesmo projeto uma forte empreitada artística – afinal estamos falando de Tim Maia – com perspectivas comerciais promissoras. Desenvolvemos o projeto com base no livro do Nelson Motta, mas também com muita pesquisa. E, naturalmente, as contribuições foram vindo. Primeiro com o roteiro da Antonia Pellegrino e do Mauro Lima. Depois a própria direção do Mauro. Um projeto de cinema é sempre muito vivo, mesmo quando estamos tratando de uma biografia. E falar do Tim Maia é um desafio, pois é muita história para contar, muitos causos para relatar. Mas é um prazer imenso, pois além de um gênio musical, propiciou histórias maravilhosas e engraçadas.

Rádio UOL – Por que vocês optaram por utilizar dois atores no papel principal, Robson Nunes e Babu Santana? Houve um trabalho conjunto com os dois na construção do personagem?

Rodrigo Teixeira – Na verdade, fizemos alguns testes. Havia uma lista de nomes que poderiam ser interessantes e tinha o desafio de retratar 5 décadas. Quando encontramos o Robson e o Babu, veio a certeza de que poderiam ser dois atores, cada um representando momentos específicos da vida do Tim. Eles desde sempre foram muito complementares na construção desse personagem. Então o trabalho de direção do Mauro, junto da Maria Silvia [Siqueira Campos), nossa preparadora de elenco, foi o de aproximar os dois atores/ personagens. Mais do que cada um buscar uma representação particular do Tim Maia (nunca quisemos trabalhar com imitações), o objetivo era fazer com que os dois atores conseguissem fazer uma transição fluida e natural.

Rádio UOL – Na sua visão, o resultado final é fiel ao livro do Nelson Motta? Foi preciso tomar liberdades poéticas para transformar a história original em filme? O livro “Até parece que foi sonho” do Fábio, cantor e braço direito de Tim também foi utilizado?

Rodrigo Teixeira - Como disse anteriormente, fizemos um trabalho muito grande de pesquisa. Nosso objetivo nunca foi fazer um filme fiel ao livro do Nelsinho, e sim o melhor filme possível sobre a vida do Tim Maia. Então muita coisa foi incorporada e outras foram adaptadas. O Cauã, por exemplo, leu o livro do Fábio e trouxe alguns elementos do livro para a construção do personagem.

Rádio UOL – A parte americana do filme foi filmada nos EUA? Como foi a reconstituição histórica?

Rodrigo Teixeira - Sim, foi inteiramente filmada nos EUA. Por lá, há menos intervenções contemporâneas nas ruas, no mobiliário, no próprio cenário que nos foi apresentado. Isso, de certa maneira, nos trouxe mais liberdade de fimagem.

OUÇA OS GRANDES TEMAS DO CINEMA NA RÁDIO UOL

Rádio UOL – O filme também visa o mercado internacional? Já existe algo fechado neste sentido?

Rodrigo Teixeira - Nossas energias agora estão no lançamento no Brasil, em 30/10. É muita expectativa e estamos muito curiosos (ainda que confiantes) no desempenho do filme. Achamos que vai ser um grande sucesso e que todos irão gostar. A RT Features tem um braço internacional cada vez mais forte (vide a carreira de Frances Ha, uma de nossas produções). Então vamos, com calma, fazer o melhor mapeamento para a circulação do filme.

Rádio UOL – De quais cinebiografias musicais vocês mais gosta? Você vê alguma delas como referência para “Tim Maia”?

Rodrigo Teixeira - “Bird'' sempre foi uma referência. O filme do Clint Eastwood consegue de maneira muito bonita e cativante apresentar o Charlie Parker tanto para aqueles que já conheciam a sua obra, quanto para aqueles que nunca tinham ouvido falar nele.

Rádio UOL – Quais músicas de Tim Maia são mais importantes na trama? Qual é sua favorita pessoal?

Rodrigo Teixeira - Toda a trajetória musical do Tim Maia é importante para o filme, claro. Passamos por diversos momentos pessoais na vida do Tim, mas sempre relacionado ou impulsionado, pela relação com a música (a ida para os EUA e o contato com a Soul Music, por exemplo; ou mesmo a fase Racional, de muitas experimentações). No filme, “Ela Partiu'' tem uma participação definitiva. Confiram nos cinemas e vão entender! Uma de minhas favoritas é “Você'' (que está no filme).


Trio Corrente e Paquito D’ Rivera convidam todos para curtir seus shows
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Os vencedores do Grammy Trio Corrente e o renomado músico cubano Paquito D' Rivera convidam todos para prestigiar as apresentações que farão em São Paulo e Brasília.

No repertório, estarão as canções que renderam o prêmio Grammy Award 2013 e a indicação ao Latin Grammy 2014 na categoria Melhor Álbum de Jazz Latino

23/10 – SESC Pinheiros
24/10 – SESC Campo Limpo
25 e 26/10 – Teatro Caixa, em Brasília

 


Beatriz Azevedo lança disco novo às vésperas de festival internacional
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Crédito: Divulgação

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Foi durante a pesquisa de mestrado e doutorado sobre antropofagia que surgiu a ideia do nome para o novo disco de Beatriz Azevedo. “Resolvi então associar todas as pesquisas, a da literatura com a da música e do teatro. Propus este conceito para o show no Lincoln Center, eles toparam e gostaram da ideia”, conta a artista ao UOL.

“Não era um projeto de um disco, era o processo de criação de um espetáculo, e como eu venho do teatro, o roteiro, o texto, o figurino, as projeções, cenário, a luz, todas as linguagens, para mim, estão interligadas com a música”, explica Beatriz, que admite ser perfeccionista com um neologismo: “tenho minhas índio-ssincrasias”.

O título do novo trabalho “AntroPOPhagia” é uma reflexão que a artista propõe. “O que é pop? É “popular'' no sentido amplo, ou é um estilo específico associado ao “mercado'' da música?” Ela explica também que a grafia da palavra era essa quando Oswald de Andrade redigiu o importante Manifesto Antropófago.

Beatriz Azevedo enxerga os benefícios da era digital para a produção artística. “Percebo uma intensa movimentação no cenário da música, nacional e internacional, muita gente criando trabalhos interessantes, pesquisando sonoridades, inventando novos caminhos”, reflete.

Ela diz ter evoluído em vários aspectos desde seu último álbum, “Alegria”. “Tanto existencialmente, como poeticamente, como musicalmente, espero”, diz, otimista. “Acredito que a evolução é constante, pois estou sempre em movimento, e a vida sempre me coloca em viagem, em contato com outras culturas, outros músicos, outros artistas”, completa.

Agora a cantora foi convidada para participar do Womex, o maior festival de world music do mundo, que ocorre em Santiago de Compostela, entre 22 e 26 de outubro. “Tem tudo a ver eu levar o novo projeto para o mundo, já que ele veio do mundo”, conclui Beatriz.


Produtor musical trabalha em três rádios e é DJ de madrugada
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mola

Carlos Cassino precisa fazer malabarismo para lidar com a rotina de trabalhar em três rádios concorrentes, ser produtor musical e, de quebra, DJ na noite. Tudo começou muito cedo em sua vida, e com apenas 14 anos ele começou a trabalhar em uma rádio de sua cidade natal, Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

“Desde criança eu ficava brincando com isso. Gravava os programas e depois colocava para ouvir. Acabei perdendo todas as fitas”, conta Carlos ao UOL. Como tudo em sua vida, a produção musical também veio cedo. Fez um curso para ser DJ em Portugal e começou a fazer rap.

De volta à baixada fluminense, organizou eventos de hip hop em Teresópolis enquanto seu irmão montou a primeira webrádio da cidade. “Eu digo que me profissionalizei em rádio com 14 anos, como DJ com 16 e como produtor com 17”, lembra o músico. Ele começou a se interessar pelo som eletrônico quando trabalhou em uma rádio sertaneja de Campos de Goitacazes. “O som é mais produzido”, explica.

Hoje ele mora no Rio de Janeiro, é sonoplasta da Rádio Cidade, também atua na Jovem Pan e é locutor na Transamérica. Ainda concilia essas atividades com a de DJ e produtor, e pretende seguir carreira na música. “Um dos meus sonhos é viver só com a produção musical”,

“Ando sempre com o equipamento na mochila. Onde eu encosto, começo a produzir. Sempre aparece alguma melodia antes de dormir, quando estou cansado”, confessa Cassino. “Nesse caso, eu só gravo com a voz mesmo o ‘nã nã nã’. Já gravei no ônibus, em viagem”, revela.

Com influências de deep house, mas também do rock que a Rádio Cidade toca, do rap que fazia antigamente e de vários outros estilos, Carlos vem fazendo remixes e pretende lançar suas músicas e um clipe no final do ano.

Clique aqui e curta o som do DJ Carlos Cassino!

Você pode se ligar nas novidades do DJ Carlos Cassino em sua página!


Fundador do Departamento de Música da USP lança primeiro disco autoral
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Crédito: Divulgação

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O Maestro Olivier Toni está se preparando para lançar “Só Isso e Nada Mais“, o primeiro disco da carreira, com diversas composições feitas entre 1956 e 2012. Apesar de seus 88 anos repletos de histórias, ele nunca havia compilado suas obras em um álbum. “Sempre fui compositor, mas escrevi muito pouco porque me preocupei muito mais com meus alunos, em formar grandes músicos”, conta ao UOL.

Além de fundar a Orquestra Sinfônica Jovem de São Paulo, a Escola Municipal de Música, a Orquestra de Câmara de SP, a Orquestra Sinfônica da USP e a Orquestra de Câmara da USP, ele também foi responsável pelo início do departamento de música da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, e deu a aula inaugural da faculdade para alguns poucos alunos, entre eles a cartunista Laerte.

“As minhas aulas eram uma reunião da música com a filosofia”, explica o Maestro. “Comecei a estudar teoria muito cedo, depois o fagote. Tive professores extraordinários e pude fazer uma reflexão sobre o que representa a música na sociedade”, afirma, demonstrando por que fez uma revolução tão grande no ensino artístico brasileiro.

CLIQUE AQUI E OUÇA O MELHOR DA MÚSICA ERUDITA NA RÁDIO UOL

“Os cinco alunos que lutei tanto para ter no começo da Escola Municipal de Música hoje se tornaram 2500 inscritos esse ano”, diz, com orgulho. “Já a Orquestra de Câmara de São Paulo projetou a música para todo o estado, talvez todo o Brasil”, revela.

O CD veio somente agora pois ele não está mais otimista com a produção musical em geral. “Cada vez mais acredito que não dê para fazer mais nada de novo. Está cada vez mais impossível criar música”, lamenta ele, que critica o modelo teórico de doze notas musicais em uma oitava, por não permitir trabalhar com todo o espectro sonoro. “Eu não aceito isso porque gosto de criar”.

“A música que nós escutamos é a coisa mais desafinada que podemos ter. Mas nós nos acostumamos com ela e parece certo”, acrescenta o Maestro. Em meio às suas ponderações, ele arremata o pensamento: “a música é muito superior à matemática e à física. É uma pena que os músicos não se interessem por isso”.

O lançamento do disco “Só Isso E Nada Mais”, do Maestro Olivier Toni será neste dia 21 de outubro, no Sesc Consolação, às 21h, com Claudio Cruz, maestro e violinista, regente da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de S. Paulo e Paulo Álvares, pianista e professor de piano na Escola Superior de Música de Colônia, na Alemanha.

André Cáceres
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Banda Duarts lança clipe com letra de protesto
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Inspirada pelos recentes movimentos sociais ao redor do globo, a banda Duarts destila sua rebeldia em uma canção contestadora e crítica. O clipe de “Aprendiz'' traz não apenas os garotos tocando, mas também imagens de manifestações em vários países.

A gravação ocorreu durante um show da banda em que a renda foi revertida para a Anistia Internacional, que está com a campanha “Protesto não é crime''. Pedro Rodante, do Duarts, contou que a música foi feita porque eles estão preocupados com a repressão policial nas manifestações.

Com influências de bandas como Titãs, Red Hot Chili Peppers e Offspring, os Duarts estão no primeiro álbum, “Apresenta''. Se você quer saber mais sobre o grupo, confira nossa entrevista com eles.

 


Conheça os hobbies mais improváveis de Justin Bieber, Slash e mais
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Você já se perguntou o que seu cantor favorito faz enquanto não está compondo nem fazendo shows mundo afora? A Rádio UOL selecionou os 8 hobbies improváveis de artistas famosos! Confira:

Justin Bieber

Nos raros momentos em que não está levando as fãs à loucura, o astro teen Justin Bieber tem como hobby jogar golf. Quando está viajando pelo mundo com seus shows, o cantor até leva um mini-golf consigo. É claro que entre suas atividades prediletas também estão pichar muros, tirar rachas e arranjar confusão por onde passa, mas isso não vem ao caso.

Polêmico e de personalidade forte, o músico Marilyn Manson pode não parecer, mas também gosta de momentos de tranquilidade à frente de uma tela vazia. Isso mesmo, ele é um pintor de certo reconhecimento no tempo livre.

Certa vez, o irônico Liam Gallagher, ex-integrante da banda Oasis, disse que quando parasse de curtir rock iria se dedicar ao hobby da jardinagem. Não dá para saber se ele estava falando sério ou não, mas quem sabe ele não goste mesmo de cuidar de plantas?

SHOW IRON MAIDEN

Bruce Dickinson, o lendário frontman e vocalista do Iron Maiden, é também piloto de avião e voa por aí quando não está em turnê com uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos.

Todos sabem que Jack White é um exímio músico, e que ele também é bastante excêntrico. Não é por acaso que, no tempo livre, ele gosta de embalsamar animais para conservar seus corpos. É, isso mesmo.

Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, além de tocar em uma das maiores bandas do planeta, também gosta de colecionar selos. O passatempo começou depois de ele precisar de uma sessão de reabilitação.

SHOW DE SLASH

Outro músico com passado bastante movimentado é Slash. O ex-Guns N’ Roses, além de sexo, drogas e rock ’n’ roll, ele adora mesas de pinball. Chegou a desenhar a máquina oficial da banda e tem uma coleção de 10 peças em casa.

Uma das bandas com som mais agressivo do mundo é o Motörhead, e isso transparece na atividade secundária do líder Lemmy Kilmister: o músico coleciona armas e artefatos da II Guerra Mundial.


Descubra as 5 músicas gospel favoritas da Joelma, da Banda Calypso
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Crédito: Divulgação

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Quem imaginaria que a vocalista da banda Calypso teria um gosto musical tão diversificado e surpreendente? A musa da música pop da região norte do Brasil adora ouvir gospel e, à pedido da Rádio UOL, selecionou suas canções religiosas favoritas com exclusividade para a gente. Confira:

“Ressuscita-me'' – Aline Barros
“Adoro ouvir música gospel quando eu malho, mais lenta, pra relaxar'', conta a cantora, que escolheu um dos maiores sucessos de Aline Barros, grande nome do gospel brasileiro.

“Luz de Deus'' – Banda Calypso
“É uma música muito especial que gravei com minha filha Yasmin, fala de amor, muito amor'', relembra ela, pegando de surpresa quem não sabe que o grupo também tem trabalhos no estilo gospel.

“Eres Mi Fuerza'' – Cristiane D’Clario
“Ouço música gospel todos os dias, pra relaxar e agradecer a Deus'', revela Joelma, demonstrando profundo conhecimento da música religiosa internacional ao citar a artista nascida nos Estados Unidos e radicada em Porto Rico.

“Mirame'' – Cristiane D’Clario
“Com essa música eu malho, aprendo espanhol e faço contato com Deus'', explicou a artista.

“O Poder de Deus'' – Banda Calypso
“Essa música faz parte do nosso CD ‘Eternos Namorados’ e é minha primeira composição, muito especial'', conclui a vocalista.

 


Public Enemy em 5 atos – Entenda os Revolucionários do Rap
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public enemy

O grupo Public Enemy. Crédito: David Wong

Eugênio Lima*
Colaboração para o UOL

Public Enemy é um dos grupos de hip hop norte-americano mais importantes da história e, sem sombra de dúvida, um dos mais influentes na América Latina, principalmente no Brasil. É composto por Chuck D, Flavor Flav, DJ Lord (que substituiu Terminator X, DJ que era treta em 1999), além de outros colaboradores, como o polêmico Professor Griff, que foi demitido do grupo por comentários anti-semitas em 1990, mas voltou mais tarde, em 1998.

Formado em Long Island, Nova York, a redor do campus da universidade, em 1982, Public Enemy é conhecido por seu envolvimento político, acidez das suas letras, combate ao racismo, críticas à mídia americana, sempre com um forte e ativo enfoque nas frustrações e preocupações da comunidade Afro-Americana. Ou seja, o Public Enemy é uma voz única e potente do hip-hop, fez e continua a fazer história.

A primeira vez que vi o grupo foi na sua primeira passagem pelo Brasil, em 1991, no Ginásio do Ibirapuera. O show foi histórico e o Public Enemy tinha acabado de lançar “Fear of a Black Planet”, no ano anterior. Chuck D e companhia estavam em um dos seus melhores momentos criativos, ele falou sobre tudo um pouco, desde a violência policial, até a falta de pessoas negras na televisão brasileira, além de criticar a apresentadora Xuxa Meneghel.

Flavor Flav foi um espetáculo à parte e a abertura do show foi de ninguém menos que os Racionais MC's, que apavoraram com um show incrível. A juventude negra tinha conquistado sua “Voz Ativa”. De lá pra cá muita coisa mudou no hip hop, nos EUA e no mundo, e banda não tem hoje o mesmo furor criativo dos 90's, mas tenho certeza que quem for ao show não vai se arrepender, pois não é todo dia que lendas vivas tocam tão perto.

Entenda o Public Enemy em cinco músicas:

1- “Fight the Power'' - Versão do singles 12 polegadas, com direito a solo de Branford Marsalis. “Ode Sonora-brutal da cultura hip-hop”, união radical de letra e música, muito som mesmo, sample de James Brown, jazz e rima.Quem não se lembra da Rosie Perez dançando na abertura do “Faça a coisa certa”, de Spike Lee? Sublime.

“1989 the number another summer (get down)
Sound of the funky drummer
Got to give us what we want
Gotha gives us what we need
Our freedom of speech is freedom or death
We got to fight the powers that be
Lemma hear you say
Fight the power”

2- “Don't Believe the Hype'' - Hino do Hip Hop com consciência, esta pedrada é o primeiro single a estourar e popularizar o grupo. Em tempos de eleição, nada mais
contemporâneo.

“The book of the new school rap game
Writers treat me like Coltrane, insane
Yes to them, but to me I'm a different kind
We're brothers of the same mind, unblind
Caught in the middle and
Not surrenderin'
I don't rhyme for the sake of of riddlin'
Some claim that I'm a smuggler
Some say I never heard of 'ya
A rap burgler, false media
We don't need it do we?
It's fake that's what it be to 'ya, dig me?
Don't believe the hype.''

3- “He Got Game'' - A música faz parte da trilha do filme homônimo de Spike Lee, o último grande álbum do Public Enemy, a letra ácida, em cima de sampler da canção de protesto do Bufallo Springfield “For What It's Worth” , ícone do movimento contra guerra do Vietnã. O discurso final do Flavor Flav é treta.

“Hey yo these are some serious times that we living through g
And a new world order is about to begin
You know what I'm saying
Now the question is are you ready
For the real revolution
Which is the evolution of the mind
If you seek then you shall find
That we all prove from the divine
You dig what I'm saying
Now if you take heed
To the words of wisdom
That are written on the walls of life
Then universally we will stand
And divided we will fall
Cause love conquers all”

4- “911 Is Joke'' - Parábola sobre o serviço de atendimento de emergência nas periferias negras do Estados Unidos, com samples de James Brown e Vicent Price, a música é uma pedrada, um dos melhores momentos do Flavor Flav, o vídeo é um acontecimento, humor politizado. O som fala mais alto que as letra.

“I call 'em body snatchers quick they come to fetch ya?
With an autopsy ambulance just to dissect ya
They are the kings 'cause they swing amputation
Lose your arms, your legs to them it's compilation
I can prove it to you watch the rotation
It all adds up to a funky situation
So get up get, get get down
911 is a joke in yo town
Get up, get, get, get down
Late 911 wears the late crown
911 is a joke''

5- “Can't Truss It'' - Um som pesado, sobre a escravidão negra nos Estados Unidos e suas perversas conseqüências para a população negra no presente. Somos todos sobreviventes, é o famoso papo reto com muita personalidade, Chuck D rima muito, consolidando um flow e uma métrica que vão influenciar várias gerações. A música é cheia de “noise fx”, abrindo com fala de Malcom X, num tipo de produção muito característica do grupo, que se tornaria uma marca, e o vídeo é emblemático.

“I'm on the microphone
Sayin' 1555
How I'm livin'
We been livin' here
Livin' ain't the word
I been givin'
Haven't got
Classify us in the have-nots
Fightin' haves
'Cause it's all about money
When it comes to Armageddon
Mean I'm getting mine
Here I am turn it over Sam
427 to the year
Do you understand
That's why it's hard
For the black to love the land”

*Eugênio Lima é DJ, membro Fundador do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e da Frente 3 de Fevereiro, integrante da banda CORA – Orquestra de Grooves Afrobrasileira. Ator-MC, Pesquisador da cultura afro-diaspórica, professor de sonoplastia da Escola SP de Teatro e apresentador do programa Vitrola Livre da Radio UOL.


Imagem Sonora estreia com trilha de Tom Jobim para pior filme do mundo
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Pôster do filme "The Adventurers" (1970)

Pôster do filme “The Adventurers'' (1970)

O Programa Imagem Sonora está chegando para trazer cultura musical ao público do UOL por meio de trilhas sonoras de filmes, séries e desenhos que têm uma história interessante, curiosa ou algum ponto pitoresco e digno de nota.

Na estreia do programa, o apresentador Djeferson Barbosa conta a história de um dos piores filmes de todos os tempos, ou melhor, da trilha sonora desse longa-metragem inspirado em um popular romance de Harold Robbins.

“The Adventurers”, de 1970, é uma obra para se assistir de olhos fechados e ouvidos atentos. Enquanto o filme já foi considerado um dos dez piores de todos os tempos, presente na lista do prêmio Framboesa de Ouro, a trilha sonora, composta por ninguém menos que Tom Jobim merece aplausos.

É exatamente essa a grande pérola que Djeferson resgata e esmiúça em detalhes para presentear o ouvinte com um grande achado e composições raras do grandioso Antônio Carlos Jobim.

Clique aqui para ouvir a primeira edição!