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Ester Campos seduz padre em clipe e aposta no “pop puro” para se destacar
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EsterApós causar polêmica com seu clipe “Ave Maria”, no qual seduz um padre, Ester Campos já planeja mais clipes e vai lançar um álbum. A Madonna brasileira começou cantando no coral da Igreja em sua terra natal, Belo Horizonte. Veio a São Paulo para modelar e conseguiu conciliar as carreiras na moda e na música. O destaque veio quando ela foi chamada para cantar na banda do programa Domingão do Faustão.

“A experiência que eu tive na TV vendo todos aqueles cantores foi um aprendizado muito importante, porque eu via o que eles faziam, percebia do que o público precisava, o que estavam esperando e o que faltava”, conta Ester, que passou três anos no programa. “Nós fazíamos toda a programação musical dos artistas, nós que acompanhávamos e ajudávamos a fazer a apresentação das atrações. Essas pessoas me fizeram enxergar várias coisas que precisavam ser feitas”, afirma ela, que enxergou uma carência do público brasileiro por divas pop.

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“Eu admiro muita gente, como Claudia Leitte e Ivete Sangalo, que são nossas divas, mas eu gosto mais do estilo de Beyoncé, Rihanna, Katy Perry. Foi o que influenciou o meu caminho para o pop”, revela Ester. “Gosto das divas, sempre me espelho. Pretendo seguir por esse caminho”.

Apesar de ter tido rejeição por seu clipe, ela admite a importância da religião em sua formação artística. “Além de te ensinar a ser uma boa pessoa, a Igreja ensina coisas sobre arte que em outros lugares você não tem a oportunidade de aprender. Se não fosse o período que fiquei na Igreja, eu não teria esse suporte. Lá eu aprendi a conviver com outras pessoas. Aprendi não a cantar, pois nasci com o dom, mas aprendi as técnicas necessárias. Além de ser uma escola de vida, era uma escola de arte”, acredita Ester.

Ela promete outro clipe já para o segundo semestre. “Encantado” deve ter um enredo sobre contos de fada e vai provocar uma luta do bem contra o mal. A cantora espera ser melhor interpretada dessa vez. “Eu esperava que a reação pudesse ser um pouco negativa, mas acho que fui incompreendida no que eu quis dizer. Mas isso não atrapalha em nada, vou continuar com meu trabalho e espero que no próximo clipe as pessoas entendam quem sou eu, qual é minha essência e o que eu quero dizer com as minhas palavras, ações e roteiros”.

Ester_Campos_05-09-2011-0424-03A artista conta que o próprio conteúdo da música demandava algo mais picante, e que não poderia ser de outro jeito. “Pedia uma coisa mais atrevida, mais sensual. Essa letra é muito madura. Ela fala de uma mulher incrível, poderosa, sensual e maravilhosa. Não quis dizer que era eu, mas sim que eram todas as mulheres incríveis desse mundo. Adoro ver mulheres incríveis. Escrevi para as mulheres”, diz ela.

Ester Campos busca uma forma de dar voz à mulher através de sua arte. “Acredito que a música tem o poder de transformar as pessoas. Ela mexe com o sentimento”, conta. Para ela, é importante transmitir a mensagem, mesmo que ela não seja bem recebida. “Gosto de criar emoções, sentidos, até mesmo revolta. Gosto que as pessoas reflitam. Não gosto de gente hipócrita. Gosto de fazer as pessoas entenderem as coisas, no caso foi de uma maneira visível”

Ela construiu grande parte de sua carreira na house music, mas agora vai aliar elementos do pop americano para acrescentar às suas apresentações. “Vai ter bailarino, fogo, fumaça, led, luz… é entretenimento. Temos que pensar no que vai fazer as pessoas quererem me ouvir”, analisa ela.

Ester vem para preencher uma lacuna que ela vê vazia na música brasileira. “Temos alguns exemplos de pop que vêm do funk, mas não acho que seja um pop puro. O brasileiro não está acostumado a ouvir isso. O que eu proponho é exatamente a influência que vem de fora e que não conseguimos adaptar ao nosso mercado ainda”, acredita ela, e diz ainda que não temos uma diva como as estrangeiras. “Falta uma cantora pop no mercado que seja pura, que tenha o nome neutro e que seja uma coisa nova. Temos exemplos de quem vem do axé para o pop, do funk para o pop. Ninguém ainda veio com um pop puro”, conclui.


Angus Young, 60 anos; confira os 10 melhores riffs do guitarrista do AC/DC
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acdc

Desde os primórdios do AC/DC, Angus Young faz jus ao sobrenome e se veste com um uniforme escolar. Mesmo completando 60 anos, o herói da guitarra ainda prova que é um eterno jovem e a Rádio UOL relembra dez riffs de várias fases de sua carreira.

“T.N.T” (“High Voltage”, 1975)

Um dos primeiros hits do AC/DC, “T.N.T” tem toda a crueza da fase inicial da banda aliada à energia que somente esses australianos depositavam em suas faixas.

“Jailbreak” (“Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, 1976)

Conduzindo toda a música, o riff principal de “Jailbreak”, cadenciado e dançante, é uma verdadeira ode ao blues eletrificado que viria a dar tantos frutos sob a palheta de Angus Young.

“Whole Lotta Rosie” (“Let There Be Rock”, 1977)

Com um riff acelerado e envolvente marcado por pausas longas e uma cadência característica do blues que acompanhou Angus Young por toda sua carreira, “Whole Lotta Rosie” é um verdadeiro cartão de visitas para o guitarrista.

“Highway to Hell” (“Highway to Hell”, 1979)

Outro clássico instantâneo, “Highway to Hell” é inconfundível por conta de seu riff inicial potente, simples e devastador. A sessão rítmica se encaixa perfeitamente nos intervalos criados por Young, fazendo dessa uma de suas obras primas.

 “Back in Black” (“Back in Black”, 1980)

Um dos riffs mais fortes e diretos de todos os tempos, “Back in Black” é reconhecido mundialmente mesmo por fãs de outros estilos, fazendo da faixa uma das mais poderosas de toda a música.

angus young

“Bedlam in Belgium” (“Flick of the Switch”, 1983)

A safra que se seguiu após o lançamento de “Back in Black”, já sem Bon Scott nos vocais, pode não ter sido tão prolífica quanto os anos 70 para o AC/DC, mas ainda se escondem pérolas pouco exploradas como a vibrante “Bedlam in Belgium”.

“Shake Your Foundations” (“Fly On The Wall”, 1985)

Outra pepita oculta nos discos lançados na década de 80 é “Shake Your Foundations”, que traz uma boa mescla entre a guitarra base e a guitarra solo.

“Thunderstruck” (“The Razors Edge”, 1990)

Uma das introduções mais criativas e diferentes de Angus Young é a de “Thunderstruck”, que requer não só energia, mas uma boa dose de habilidade para posicionar as notas rápidas precisamente na escala. Um verdadeiro espetáculo para quem gosta de virtuose.

“Rock ‘n’ Roll Train” (“Black Ice”, 2008)

Em mais uma reaparição, os ícones do hard rock voltaram com tudo em 2008 surpreendendo o mundo com boas pancadas que remetiam ao início da banda. “Rock ‘n’ Roll Train” se sobressai como um dos grandes destaques do disco.

“Rock the Blues Away” (“Rock or Bust”, 2014)

Com o lançamento de “Rock or Bust” no fim de 2014, o AC/DC mostrou que ainda podia continuar com a fórmula que os levou ao auge mesmo com as baixas na banda. Com um riff menos agressivo, mas ainda envolvente e sólido, “Rock The Blues Away” é o ponto alto do novo trabalho.

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Tags : lista Rock


Nos 70 anos de Eric Clapton, relembre grandes momentos do slowhand
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Eric Clapton

Um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Eric Clapton é o artista mais vezes introduzido ao hall da fama do rock ‘n’ roll em toda a história com nada menos que três consagrações, pelos trabalhos solo, com os Yardbirds e com o Cream.

Apesar de todo o prestígio de que goza e influência que tem na genealogia do rock, o slowhand é, na verdade, um homem do blues. Clapton revolucionou para sempre o estilo do delta do Mississipi nos anos 60 e continua sendo um ícone até hoje.

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O músico britânico começou a carreira em 1963 com os Roosters, mas sua primeira aparição notável se deu com os Yardbirds ainda no mesmo ano. O grupo, que também serviria de celeiro para a formação de outros guitarristas lendários como Jeff Beck e Jimmy Page, tinha fortes inspirações no blues.

A primeira parceria de peso da carreira de Clapton foi nessa época com o irrepetível Howlin’ Wolf. No entanto, com os rumos mais pop que a banda tomou em 1965 por culpa de seu empresário Peter Grant, se afastando das raízes do blues, Clapton decidiu se aventurar em novas empreitadas.

Howlin' Wolf & Yardbirds – Little Red Rooster

Assim surgiu outra parceria que sobrevive até os dias atuais, apesar da efemeridade com que se deu. Os Blues Breakers foram uma banda pioneira que também revelou talentos como Mick Taylor, que viria a tocar com os Rolling Stones entre 1969 e 1974, e Peter Green e Mick Fleetwood, membros fundadores do Fleetwood Mac.

Em 1965, o grupo de John Mayall esteve reforçado por Eric Clapton, que chegou a gravar um disco com os Blues Breakers. Foi então que ele conquistou admiração entre os fãs de blues e uma pichação anônima na estação do metrô do bairro de Islington se tornou célebre por elevá-lo ao status de um deus da guitarra pela primeira vez: “Clapton is God”.

clapton is god

Em 1966, já com pinta de astro após passar por duas bandas expressivas, Eric Clapton formou um dos primeiros super grupos da história do rock ao lado do baixista Jack Bruce e do baterista Ginger Baker, famosos pelo trabalho anterior na Graham Bond Organization. O Cream emplacou hits eternos como “Sunshine of Your Love”, “White Room” e “Strange Brew”, e influenciou diretamente o blues eletrificado que daria origem ao hard rock e heavy metal dos anos 70, incorporado por nomes como Led Zeppelin, Deep Purple e Uriah Heep.

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O Cream tinha como fã ilustre ninguém menos que Jimi Hendrix, que foi à terra da Rainha para acompanhar um show da banda mas não se contentou apenas em assistir e subiu ao palco para tocar junto de Clapton, um guitarrista no qual ele se inspirava assumidamente.

cream goodbye

Com a ascensão do ego de seus integrantes, o colapso do já gigante Cream resultou na debandada de Clapton e Baker, que formaram mais um projeto paralelo, que resultou no disco homônimo “Blind Faith” em parceria com o experiente Steve Winwood, produtor e fundador do Spencer Davis Group e Traffic. Logo antes do fim do Cream, o slowhand emprestou sua habilidade à banda de um amigo chamado George Harrison. Ele gravou a faixa “While My Guitar Gently Weeps”, presente no álbum branco dos Beatles, em 1968. A amizade entre Clapton e Harrison renderia polêmicas, pois a modelo Pattie Boyd, então casada com o beatle quieto, acabaria por conquistar o coração do journeyman.

Em 1970, um dos projetos de maior sucesso de Eric Clapton, Derek and the Dominos lançaram um disco repleto de músicas românticas, entre as quais “Layla” havia sido inspirada pela esposa de Harrison. Após a separação deles, Boyd se casou com Clapton, de quem se divorciou em 1988, não sem antes receber a linda faixa “Wonderful Tonight” como homenagem.

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SHOW ERIC CLAPTON

Com o fim dos Dominos, Clapton deu o pontapé inicial em sua carreira solo, que seria extremamente bem sucedida, com um disco autointitulado. Muitos dos grandes momentos da trajetória do slowhand – incluindo o disco “Slowhand”, de 1977, que continha “Cocaine” e “Wonderful Tonight” – estão nessa fase do músico. Apesar da produtividade na década de 70, o consumo exagerado de drogas começou a afetar Clapton.

Após anos difíceis na vida pessoal, que se refletiram na produção artística, o journeyman voltou aos holofotes nos anos 80 com álbuns mais comerciais, mas sem o mesmo sucesso de antes. A volta por cima se deu após uma tragédia. O filho Conor, de apenas 4 anos, faleceu após cair da janela de um quarto no 53º andar. O acidente inspirou a balada “Tears in Heaven'', que foi destaque do essencial disco acústico “Unplugged'', lançado em 1992, rendendo um Grammy e a volta ao olimpo do rock.

eric clapton

Algumas parcerias mais recentes demonstraram o enorme raio de ação do músico, como os trabalhos “Riding With The King”, disco de versões de clássicos do blues e composições modernas ao lado de B.B. King, lançado em 2000 e muito bem recebido pela crítica, e “The Calling”, do mesmo ano, em parceria com o ícone latino Carlos Santana. Trabalhos em conjunto com Steve Winwood e JJ Cale aumentaram ainda mais essa bagagem.

Agora, completando 70 anos de idade, Clapton já é um dos dinossauros sagrados do rock e continua na ativa com shows e lançamentos, apesar de já apontar para uma carreira mais reclusa em estúdio nos próximos anos. O slowhand começou como um purista do blues e o elevou a níveis nunca antes imaginados, mas passou a se reinventar e tornou-se um guitarrista completo que pode transitar facilmente por muitos estilos, do reggae ao pop, sem perder a essência, e é por isso que ele merece todas as homenagens por suas sete décadas.

André Cáceres
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MC Brinquedo não mede suas palavras no Twitter
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Autor da uma das frases mais repetidas dos últimos tempos, “meça suas palavras parça'', MC Briquedo se tornou um fenômeno das redes sociais. Além de ser naturalmente polêmico por fazer parte de umanova onda de funkeiros mirins com letras não tão infantis assim, o prodígio causa rebuliço na internet com seus tweets debochados.

A Rádio UOL fez uma compilação com os “greatest hits'' de MC Brinquedo no twitter, confira!

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O MELHOR DE MC BRINQUEDO

1-Ele dá bons conselhos: meça seu futuro!

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2- Ele entrava e saía do MSN no longínquo ano de 2010 DC.

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3- Ele não bota chifre nem aliança

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4- Ele combate o cecê:

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5- Ele faz caretas

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6- Ele se preocupa com a higiene bucal

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7- Essa tá bem bolada!

print brinquedo 7 piada

8- Nada de forçar intimidade

print brinquedo 8 intimidade

9- Ele é reconhecido na rua

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10- Ele tem uma linha de remédios

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Bônus: ele tem bons parças

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Com disco autoral em italiano, Lulli Chiaro conquista os ouvintes do Brasil
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lulli chiaro

Em apenas seis meses, o mais recente disco de Lulli Chiaro já alcançou recordes expressivos de vendas e se tornou um dos álbuns mais ouvidos do país. A Rádio UOL conversou com o cantor e explica para você quem é o novo fenômeno da música no Brasil.

Com três álbuns gravados, a carreira de Lulli remonta aos 16 anos de idade, quando compôs seu primeiro hit, a marchinha “Jardim de Infância'', materializada na voz do cantor Ronnie Von. No entanto, o músico não deslanchou inicialmente. “Nem minhas namoradas compraram meus discos”, brinca Lulli Chiaro, que se viu com dificuldades financeiras e teve de se afastar da música por um tempo.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR LULLI CHIARO NA RÁDIO UOL

Agora ele dá a volta por cima com o lançamento do álbum homônimo que traz 12 faixas inéditas e autorais em italiano. “As línguas portuguesa e italiana são como frutos da mesma árvore. A transmissão da mensagem na música italiana é muito semelhante à brasileira. O sentimento ardente, o romantismo, até a dor de cotovelo”, explica o cantor, que usou a temática e língua italiana aliadas à sonoridade brasileira, admitindo até influência flamenca na faixa “E Tutto Piú Di Me”.

Outro ponto alto do trabalho se encontra quase no final do álbum, em “Rio Bossa Nova'', que evidencia a mescla de elementos da música brasileira com a italiana. “Não tem como abrir mão da nossa brasilidade, seja cantando em inglês, italiano ou russo'', afirma o compositor.

Apesar da aposta que vem dando certo, Lulli ainda vê com certa fragilidade a música italiana no cenário nacional. “As canções na língua italiana perderam muito espaço para as músicas em inglês”, analisa ele. No entanto, credita seu sucesso recente à lacuna que se abriu nos últimos tempos. “O público tem uma carência por músicas mais maduras, românticas e sentidas. Para ganhar espaço, alguns colegas acabam tentando um caminho mais apelativo e imediatista, mas as pessoas sentem falta desse lado”, acredita Chiaro.

Entre as principais influências de Lulli estão nomes tradicionais da MPB como Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Marisa Monte, Djavan, Caetano Veloso, Roberto e Erasmo Carlos, mas pelo fato de ser também produtor e arranjador, ele afirma ter um ecletismo muito grande na hora de escolher referências. Após emplacar 150 mil cópias do álbum “Lulli Chiaro”, o cantor pretende gravar mais em italiano e tentar repetir o sucesso.

André Cáceres
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Compare os novos álbuns de covers de Bob Dylan e Diana Krall
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Bob Dylan e Diana Krall estão lançando álbuns de covers exatamente ao mesmo tempo. Em “Shadows in The Night'', o bardo do folk rock reinterpreta standards do pop tradicional popularizados por Frank Sinatra.

Em “Wallflower'', a pianista dá ar jazzistico a hits da música pop, incluindo a faixa título, do concorrente Dylan, “California Dreamin''' do The Mamas & The Papas e “Don't Dream It's Over'' do Crowded House.

OUÇA “SHADOWS IN THE NIGHT'' DE BOB DYLAN NA RÁDIO UOL

A idéia não é nova. Os álbuns prestando tributo a artistas e compositores são uma constante na indústria musical. Em alguns casos são uma maneira reinventar canções de maneira interessante, como no clássico “Modern Sounds In Country And Western Music'' em que Ray Charles recriava sucessos da música country ou “Acid Eaters'' do Ramones em que a banda punk explorava suas raizes no rock da década de 60.

Noutros casos, servem para cumprir contrato ou driblar uma fase pouco inspirada. O disco de Dylan se encaixa no primeiro caso. O de Krall, salvo exceções, no segundo.

OUÇA “WALLFLOWER'' DE DIANA KRALL NA RÁDIO UOL

Mas Bob Dylan nem sempre se deu bem nesta área. O polêmico “Self Portrait'', de 1970, seu primeiro cuja maioria das canções eram covers foi massacrado pela crítica e chegou a constar no livro “The Worst Rock and Roll Records Of All Time'', de Jimmy Guterman e Owen O'Donnel. A resenha da revista Rolling Stone à época do lançamento abria com a frase “Que m**** é esta?''.

KrallAlguns críticos no entanto entenderam de outra maneira o ar descompromissado das versões, que iam de hits da década de 50 a “The Boxer'' de Paul Simon e viram ali talento incipiente para estilizar o repertório alheio. E é aí que voltamos para o novo trabalho. E “Shadows in The Night'', Bob Dylan presta tributo não apenas a canções ou mesmo a Frank Sinatra, mas à figura do “stylist''.

Tradição da música americana, é o nome dado aos intérpretes que recriam composições à própria imagem e semelhança, quase como se fossem compositores. É o caso de ícones como o próprio Sinatra, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e o já citado (e também compositor) Ray Charles.

A prova de que Dylan é um “estilista'' de categoria já está na primeira faixa “I'm a Fool For You''. Combinando a voz cada vez mais rouca do cantor a um arranjo baseado na guitarra havaiana que evoca o country tradicional, a canção mostra o potencial criativo da interpretação

Já o álbum de Diana Krall, “Wallflower'', tem momentos interessantes como a faixa título e “Desperado'' dos Eagles, em interpretações elegantes. Mas no geral, o resultado é o oposto do disco de Dylan, soando em alguns momentos como uma saída preguiçosa. As versões de canções mais pop como “Don't Dream It's Over'' e “''Alone Again (Naturally)'' de Gilbert O'Sullivan – ainda mais com participação de Michael Bublé – recebem doses tão cavalares de açúcar que devem ser perigosas para diabéticos.

No geral, “Wallflower'' soa como uma oportunidade desperdiçada. Uma pianista e intérprete da categoria de Krall poderia ser mais inventiva tanto nos arranjos – mais próximos do pop adulto da década de 80 do que do jazz – quando na escolha do repertório. Quem precisa de mais uma versão de “California Dreamin'''?

E o leitor, o que achou?


Já faz dez anos? Relembre dez fatos que completam uma década
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backstreet boys 2005

Não dá para acreditar em como o tempo passa rápido. Quando você menos espera, já se passaram dez anos! Quer saber dez coisas do universo musical que já fazem uma década e você nem imagina? Confira!

A volta dos Backstreet Boys

O grupo que se tornou febre nos anos 90 e foi sinônimo de boy band por muito tempo fez uma inesperada volta e conquistou mais uma vez as paradas de sucesso com o disco de inéditas lançado em 2005.

Estreia da Rihanna

Uma das maiores musas da música pop atual lançou seu disco de estreia há exatos dez anos. Rihanna chegou ao top 10 dos álbuns mais vendidos com “Music of The Sun''.

gif beyonce

Fim do Destiny's Child

Com o sucesso da carreira solo da Mrs. Carter, o Destiny's Child chegou ao fim, mas não sem emplacar vários hits nas paradas mesmo prestes a encerrar suas atividades. No entanto, os fãs de Beyoncé não ficaram sem ter o que ouvir depois da separação do grupo.

“Fim'' do blink-182

Outra banda que terminou em 2005 foi o blink-182. Só que esse término não durou muito e logo os mestres do pop punk melódico estariam de volta à ativa para se separar definitivamente – ou não – em 2015 via twitter.

Sertanejo universitário começa a engatinhar

Alguns dizem que o pontapé inicial do que se tornaria o sertanejo universitário reside no disco “Palavras de Amor'', da dupla César Menotti & Fabiano. Eles levaram para o cenário nacional com “Leilão'' o gênero que dominaria as rádios a partir de então.

cream reunion 2005

Reuniões históricas

2005 foi o ano em que duas bandas lendárias fizeram reuniões com os membros remanescentes. O Pink Floyd uniu o guitarrista David Gilmour e o baixista Roger Waters novamente após 30 anos de brigas e o Cream fez quatro apresentações em londres para comemorar os 40 anos do primeiro super grupo da história do rock.

Guitar Hero contagiou uma geração

Há dez anos, um dos games de maior sucesso do PlayStation 2 foi lançado. A franquia “Guitar Hero'' inaugurou um filão de jogos musicais que seria explorado à exaustão durante o final da década passada, fazendo uma geração inteira acreditar que comprar uma guitarra de plástico era uma boa ideia de alguma forma.

Latino fazia uma festa no prédio inteiro

Quem não se lembra de “Festa no Apê''? A faixa levou o cantor Latino às rádios do país inteiro e não saiu da cabeça de todo mundo por um bom tempo.

kelly key 2005

Kelly Key estava no auge

Difícil acreditar que “Sou a Barbie Girl'' já completa dez anos. O hit foi apenas um da série de sucessos que a cantora Kelly Key emplacou nos anos 2000, nos fazendo acreditar que ela nunca sairia dos holofotes.

A lua traía Joelma

A banda Calypso já tinha sucesso sólido, mas estourou mais ainda nacionalmente com a faixa “A Lua Me Traiu'', que foi avassaladora por onde passou e fez a cabeça dos fãs.


Jorge Ben Jor completa 70 anos pela segunda vez; a Rádio UOL explica!
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70 anos? Mas que nada!

70 anos? Mas que nada!

O grande mestre do samba Jorge Ben Jor está completando 70 anos de novo! Em 2012, diversos veículos de comunicação realizaram homenagens especiais ao cantor pelas sete décadas, ao que ele respondeu descontente que na verdade estava fazendo 67 anos. E agora? Qual é a idade real do ídolo?

Dono de diversos hits de alcance nacional e internacional, o carioca Jorge Duílio Lima Meneses nasceu em 22 de março – pelo menos essa data é certa – e lançou seu álbum de estreia, “Samba Esquema Novo”, em 1963. Ou seja, apesar das fontes que apontam para seu nascimento em 1942, o então Jorge Ben teria emplacado hits como “Mas Que Nada”, “Tim Dom Dom” e “Chove Chuva” com apenas 18 anos.

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De acordo com a edição de 1° de fevereiro de 2002 da Folha de São Paulo, o cantor, que estava gravando seu DVD acústico, estaria então com 59 anos:
Jorge59

Prodígio ou vergonha da idade? Para que Jorge Ben – que se tornou Jorge Ben Jor para que os ouvintes americanos não o confundissem com George Benson quando ele começou a fazer sucesso nos Estados Unidos – não se sinta acanhado, lembramos que Barbra Streisand e os Beatles lançaram seus primeiros álbuns em 1963, todos com mais de vinte anos de idade.

Como comparação, apesar de já ter figurado em álbuns de Elizete Cardoso, João Gilberto e Billy Blanco, o grande bastião da bossa nova Antônio Carlos Jobim, nascido em 1927, lançou seu primeiro disco solo apenas em 1963, já contando 36 anos nas costas. Essa seria a idade de Ben – se ele estivesse completando 73 anos hoje – quando Rod Stewart lançou “Do Ya Think I’m Sexy”, plágio de “Taj Mahal”.

Essa história se parece bastante com o caso da musa sertaneja Paula Fernandes, que o Blog da Rádio UOL já abordou. A idade da cantora pode variar até três anos dependendo das fontes checadas, sendo que o site oficial dela afirma que ela tem 31 aninhos.

E você, quantos anos acha que Jorge Ben Jor está completando? 70 ou 73?

André Cáceres
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No dia mundial da água, João Suplicy lança música sobre a crise hídrica
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A falta d'água preocupante que assola algumas áreas do Brasil, em especial a região metropolitana de São Paulo, foi tema da nova música de João Suplicy, intitulada “Dedo na Ferida''. Confira a faixa e o texto que ele escreveu com exclusividade para a Rádio UOL:

Rock do João – Dedo na ferida

Não vejo o problema da falta de água como uma questão isolada. Acredito que está ligado à vários outros fatos do nosso tempo, eu diria até mundiais, que também têm me causado espanto. Por isso não deixo de apontar para vários deles nessa canção.

A água é o elemento mais vital para a sobrevivência de qualquer ser vivo e, sendo esse domingo (22) o Dia Mundial da Água, acho importante olharmos para essa questão de uma forma mais abrangente, mas sem deixar de focar também nas medidas que se fazem urgentes.


Slash se apresenta em SP! Relembre os melhores momentos do guitar hero
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SHOW DE SLASH

Um dos elementos mais importantes do hard rock são os chamados riffs matadores, que prendem o ouvinte desde a primeira nota. Um dos mestres da guitarra vai se apresentar em São Paulo e nós listamos os riffs mais arrebatadores, os solos mais marcantes e as canções mais significativas de Slash, desde os tempos do Guns N’ Roses até hoje.

“Welcome to the Jungle” – Guns N’ Roses (“Appetite for Destruction”, 1987)

A despeito da preferência de muitos fãs por “Sweet Child O’ Mine”, a música da qual o próprio Slash mais se orgulha é “Welcome to the Jungle”. Não é para menos, afinal essa faixa contem alguns dos momentos mais inspirados dele.

“By The Sword” (“Slash”, 2010)

No primeiro disco solo de Slash, vários cantores de renome fazem participações. Uma pérola oculta é “By The Sword”, que tem como vocalista Andrew Stockdale, o frontman do Wolfmother. Nesse disco, Ozzy Osbourne, Fergie, Adam Levine, Dave Grohl e outros artistas se revezam nos vocais.

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ozzy e slash

“Beneath the Savage Sun” (“World on Fire”, 2014)

O disco mais recente lançado pelo guitarrista em parceria com Myles Kennedy e os Conspirators traz várias faixas incríveis, mostrando que ele ainda está em plena forma. Talvez um dos destaques do trabalho seja a energia contida nas linhas de guitarra de “Beneath the Savage Sun”.

“Superhuman” – Velvet Revolver (“Contraband”, 2004)

Depois de deixar o Guns N’ Roses órfão da cozinha e de guitarrista solo, Slash, Duff McKagan e Matt Sorum fundaram o super grupo Velvet Revolver. Já no álbum de estreia da banda, “Superhuman” é uma faixa que se destaca pelos riffs agressivos característicos do homem da cartola.

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“Halo” (“Apocalyptic Love”, 2012)

Lançado em 2012, o segundo álbum da carreira solo do guitarrista marcou o início de sua sociedade fixa com Myles Kennedy and the Conspirators. “Apocalyptic Love” trouxe, entre outras, “Halo”, uma música animada, com uma roupagem quase pop, mas com riffs arrojados característicos do mestre.

“Sweet Child o’ Mine” – Guns N' Roses (“Appetite for Destruction”, 1987)

Reconhecidamente o maior sucesso de Slash e do Guns N’ Roses, “Sweet Child O’ Mine” já foi eleita em uma pesquisa popular como a canção com o segundo melhor riff de todos os tempos, ao que Slash riu e desmentiu, dizendo que a progressão inicial da música se trata de uma melodia circense e um simples exercício para os dedos.

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“Slashbird” – “Angry Birds Space” (2013)

Slash foi uma das capas mais marcantes do game “Guitar Hero”, mas essa não foi a sua última participação no universo dos videogames. Em 2013, o Slashbird se tornou um personagem de “Angry Birds” e compôs a música tema do jogo de celular.

“Anastasia” (“Apocalyptic Love”, 2012)

Com um início calmo e uma sequência crescente de licks de guitarra, “Anastasia” traz os solos que já são marca registrada de Slash, além do peso que remonta aos bons tempos do Guns N’ Roses.

“Safari Inn” (“World on Fire”, 2014)

Para quem ainda tem dúvidas que Slash está no auge de sua forma, “Safari Inn” representa uma guinada significativa por ser uma canção instrumental com riffs distorcidos, mas ao mesmo tempo com uma leve pegada suingada do funk dos anos 70, permeada por um solo praticamente do começo ao fim. Uma obra-prima do guitarrista, lançada há poucos meses para o deleite dos que ainda esperam bastante de Slash.

André Cáceres
Rádio UOL