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Chuck D faz 55 anos: entenda o Public Enemy em 5 músicas
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Chuck D, fundador do Public Enemy, faz 55 anos

Um dos fundadores do Public Enemy, Chuck D completa 55 anos neste sábado (1). Desde o primeiro álbum da banda, “Yo! Bum Rush the Show'', o grupo se consagrou como símbolo da resistência ao governo e deu voz à comunidade negra norte-americana tantas vezes esquecida.

A UOL Música Deezer não poderia deixar de lado a data e, além de uma playlist com as melhores músicas da banda, também resgata o texto de Eugênio Lima, apresentador do programa Vitrola Livre, sobre a importância do Public Enemy para a música.

Ouça a playlist “Public Enemy – Best Of''

Eugênio Lima*
Colaboração para o UOL

Public Enemy é um dos grupos de hip hop norte-americano mais importantes da história e, sem sombra de dúvida, um dos mais influentes na América Latina, principalmente no Brasil. É composto por Chuck D, Flavor Flav, DJ Lord (que substituiu Terminator X, DJ que era treta em 1999), além de outros colaboradores, como o polêmico Professor Griff, que foi demitido do grupo por comentários anti-semitas em 1990, mas voltou mais tarde, em 1998.

Formado em Long Island, Nova York, a redor do campus da universidade, em 1982, Public Enemy é conhecido por seu envolvimento político, acidez das suas letras, combate ao racismo, críticas à mídia americana, sempre com um forte e ativo enfoque nas frustrações e preocupações da comunidade Afro-Americana. Ou seja, o Public Enemy é uma voz única e potente do hip-hop, fez e continua a fazer história.

A primeira vez que vi o grupo foi na sua primeira passagem pelo Brasil, em 1991, no Ginásio do Ibirapuera. O show foi histórico e o Public Enemy tinha acabado de lançar “Fear of a Black Planet”, no ano anterior. Chuck D e companhia estavam em um dos seus melhores momentos criativos, ele falou sobre tudo um pouco, desde a violência policial, até a falta de pessoas negras na televisão brasileira, além de criticar a apresentadora Xuxa Meneghel.

Flavor Flav foi um espetáculo à parte e a abertura do show foi de ninguém menos que os Racionais MC's, que apavoraram com um show incrível. A juventude negra tinha conquistado sua “Voz Ativa”. De lá pra cá muita coisa mudou no hip hop, nos EUA e no mundo, e banda não tem hoje o mesmo furor criativo dos 90's, mas tenho certeza que quem for ao show não vai se arrepender, pois não é todo dia que lendas vivas tocam tão perto.

Entenda o Public Enemy em cinco músicas:

1- “Fight the Power'' – Versão do singles 12 polegadas, com direito a solo de Branford Marsalis. “Ode Sonora-brutal da cultura hip-hop”, união radical de letra e música, muito som mesmo, sample de James Brown, jazz e rima.Quem não se lembra da Rosie Perez dançando na abertura do “Faça a coisa certa”, de Spike Lee? Sublime.

“1989 the number another summer (get down)
Sound of the funky drummer
Got to give us what we want
Gotha gives us what we need
Our freedom of speech is freedom or death
We got to fight the powers that be
Lemma hear you say
Fight the power”

2- “Don't Believe the Hype'' – Hino do Hip Hop com consciência, esta pedrada é o primeiro single a estourar e popularizar o grupo. Em tempos de eleição, nada mais
contemporâneo.

“The book of the new school rap game
Writers treat me like Coltrane, insane
Yes to them, but to me I'm a different kind
We're brothers of the same mind, unblind
Caught in the middle and
Not surrenderin'
I don't rhyme for the sake of of riddlin'
Some claim that I'm a smuggler
Some say I never heard of 'ya
A rap burgler, false media
We don't need it do we?
It's fake that's what it be to 'ya, dig me?
Don't believe the hype.''

3- “He Got Game'' – A música faz parte da trilha do filme homônimo de Spike Lee, o último grande álbum do Public Enemy, a letra ácida, em cima de sampler da canção de protesto do Bufallo Springfield “For What It's Worth” , ícone do movimento contra guerra do Vietnã. O discurso final do Flavor Flav é treta.

“Hey yo these are some serious times that we living through g
And a new world order is about to begin
You know what I'm saying
Now the question is are you ready
For the real revolution
Which is the evolution of the mind
If you seek then you shall find
That we all prove from the divine
You dig what I'm saying
Now if you take heed
To the words of wisdom
That are written on the walls of life
Then universally we will stand
And divided we will fall
Cause love conquers all”

4- “911 Is Joke'' – Parábola sobre o serviço de atendimento de emergência nas periferias negras do Estados Unidos, com samples de James Brown e Vicent Price, a música é uma pedrada, um dos melhores momentos do Flavor Flav, o vídeo é um acontecimento, humor politizado. O som fala mais alto que as letra.

“I call 'em body snatchers quick they come to fetch ya?
With an autopsy ambulance just to dissect ya
They are the kings 'cause they swing amputation
Lose your arms, your legs to them it's compilation
I can prove it to you watch the rotation
It all adds up to a funky situation
So get up get, get get down
911 is a joke in yo town
Get up, get, get, get down
Late 911 wears the late crown
911 is a joke''

5- “Can't Truss It'' – Um som pesado, sobre a escravidão negra nos Estados Unidos e suas perversas conseqüências para a população negra no presente. Somos todos sobreviventes, é o famoso papo reto com muita personalidade, Chuck D rima muito, consolidando um flow e uma métrica que vão influenciar várias gerações. A música é cheia de “noise fx”, abrindo com fala de Malcom X, num tipo de produção muito característica do grupo, que se tornaria uma marca, e o vídeo é emblemático.

“I'm on the microphone
Sayin' 1555
How I'm livin'
We been livin' here
Livin' ain't the word
I been givin'
Haven't got
Classify us in the have-nots
Fightin' haves
'Cause it's all about money
When it comes to Armageddon
Mean I'm getting mine
Here I am turn it over Sam
427 to the year
Do you understand
That's why it's hard
For the black to love the land”

*Eugênio Lima é DJ, membro Fundador do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e da Frente 3 de Fevereiro, integrante da banda CORA – Orquestra de Grooves Afrobrasileira. Ator-MC, Pesquisador da cultura afro-diaspórica, professor de sonoplastia da Escola SP de Teatro e apresentador do programa Vitrola Livre da Radio UOL.


Conheça o novo álbum de Satriani e ouça 10 álbuns clássicos de guitarristas
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Satriani 2
Ícone do rock instrumental e um dos maiores ícones vivos de seu instrumento, o guitarrista Joe Satriani está lançando seu décimo-quinto álbum de estúdio, “Shockwave Supernova''. Com acompanhamento de integrantes da banda The Aristocrats e do multi-instrumentista Mike Keneally, o trabalho tem recebido elogios da imprensa especializada.

O UOL Música Deezer aproveita o momento para analisar o trabalho e indicar outros 10 álbuns clássicos instrumentais de guitarristas.

Ouça a playlist “Rock Instrumental''

Após anos tocando em bandas com relativamente pouca projeção, Joe Satriani ganhou fama em 1987 com o genial “Surfing With the Aliens“, que lhe rendeu duas nomeações para o Grammy: melhor performance instrumental pop, com a música Always With Me, Always With You, e melhor álbum instrumental.

Na sequência, o músico emendou mais dois excelentes discos. “Flying in a Blue Dream'' e “The Extremist'' o consolidaram como um dos maiores. Além de técnico, a percepção de escolha entre melodias e mudanças de ritmo lhe deram a oportunidade de integrar o Deep Purple durante a turnê japonesa de 1993.

Mesmo com o sucesso e a oportunidade de ocupar o lugar que já havia pertencido a heróis da guitarra como Ritchie Blackmore, Satriani não aceitou continuar no grupo inglês, dando oportunidade ao igualmente talentoso Steve Morse.

Depois disso, no decorrer dos anos, Satriani manteve uma carreira consistente e prolífica, lançando bons trabalhos solo e participando de projetos como o G3 – trio liderado por ele com dois outros ícones da guitarra variáveis, por onde já passaram Steve Vai e Yngwie Malmsteen,por exemplo – e  Chickenfoot, banda formada com os ex-Van Halen Michael Anthony e Sammy Hagar.

Ouça o novo disco de Joe Satriani “Shockwave Supernova''

“Shockwave Supernova'' deixa claro já nos primeiros segundos que trata-se de um disco de Satriani. A música que dá título ao álbum é boa, mas não é a mais cativante. Crazy Joey poderia ter sido a escolhida. A bateria lenta que inicia a faixa seguida do refrão forte dá um ar empolgante mais semelhante aos trabalhos que o consagraram.

Outro ponto positivo são as passagens mais blueseiras. Satriani coloca seu estilo em San Fracisco Blues, mas se mantém sóbrio, sem apelar para virtuosismos desnecessários. Ficaria até melhor com o vocal por cima, talvez de Sammy Hagar, seu companheiro no Chickenfoot.

Outros bons momentos estão na calma e bonita Butterfly and Zebra e If There Is No Heaven, que se apoia na ótima estrutura harmônica ecoando a sonoridade dos anos 80.

Outras músicas, no entanto são pouco memoráveis A Phase I'm Going Through e Scarborough Stomp, por exemplo, são muitos parecidas entre si e não fariam falta.

Por fim, Goodbye Supernova fecha o álbum, lembrando os longos e melódicos solos de David Gilmour no Pink Floyd.

Mesmo não sendo um clássico na carreira do guitarrista, “Shockwave Supernova'' é um bom trabalho que procura explorar diferentes sonoridades. Ao flertar com estilos diversos, o músico se arrisca mas é justamente através da versatilidade que prova ser dos mestres da guitarra contemporânea.

Ouça 10 álbuns instrumentais de guitarristas que não podem faltar na sua discografia e compare com “Shockwave Supernova'':

Jeff Beck – Blow by Blow

Frank Zappa – Guitar

Steve Vai – Passion and Warfare

4º Joe Satriani – Surfing With the Aliens

Booker T & The MG's (Steve Cropper) – Green Onions

Yngwie Malmsteen – Rising Force

Steve Howe – The Steve Howe Album

Dick Dale – Surf Beat

Eric Johnson – Ah Via Musicom

10º Kiko Loureiro – Sounds of Innocence

Rodolfo Vicentini
UOL Música Deezer

 

 


Programa Trip FM estréia no UOL Música Deezer com Dani Calabresa
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Dani Calabresa no Trip FM

Para sacramentar o lançamento do UOL Música Deezer chega o programa semanal Trip FM, sucesso de audiência no rádio brasileiro comandado pelo jornalista Paulo Lima, editor da revista Trip.

OUÇA O TRIP FM NO UOL MÚSICA DEEZER

Nesse programa especial que marca o início da parceria, você ouve um bate papo com uma das mais talentosas comediantes do Brasil, Dani Calabresa. Além de revelar que “não confia em gente 100% feliz'', Dani conta um pouco sobre seu começo na MTV, seu relacionamento com Marcelo Adnet e sobre o desafio de remodelar um dos programas mais tradicionais da grade da Rede Globo, o Zorra Total, que agora se chama apenas Zorra.

O programa é produzido pela redação da revista Trip há mais de 30 anos. A cada semana, recebe um convidado diferente, que se destaca na sua área de atuação, para uma conversa que mistura jornalismo e bom humor. Além das entrevistas, o TRIP FM traz notícias, músicas e informação, fórmula que já lhe garantiu o prêmio de Melhor Programa de Variedades do Rádio pela Associação Paulista de Críticos de Arte, a APCA.

Entre os convidados que o programa já recebeu estão Maitê Proença, Erasmo Carlos, Fábio Porchat, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Meirelles, Alex Atala, Ruy Castro e Maurício de Souza, entre centenas de celebridades. Muitas destas entrevistas já estão disponíveis no acervo do programa no UOL Música Deezer e muitas outras virão, juntamente com as edições inéditas.

Com estilos que vão do sertanejo universitário ao heavy metal, os programas do UOL Música Deezer trazem um olhar diferente sobre o que acontece na cena musical brasileira e internacional. Além disso, informação, esporte e cidadania também fazem parte dos temas abordados.

Unindo tradição e conhecimento do contexto musical brasileiro agregados durante 15 anos ao maior acervo musical do planeta, UOL e Deezer se unem numa parceria que torna ainda melhor a experiência do usuário. Agora, o público tem acesso instantâneo a um catálogo com mais de 35 milhões de músicas aliado à curadoria de playlists e programas que marcou a história da Rádio UOL.


Sax, drogas & jazz: o estilo de vida selvagem de Miles, Billie e companhia
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Miles Davis3
Muito se fala em “sexo, drogas e rock and roll''. As vidas e mortes autodestrutivas dos ídolos do rock são relembradas à exaustão e associadas à música rebelde e áspera. Enquanto isso, o jazz hoje em dia se tornou um gênero essencialmente intelectual, só perdendo em respeitabilidade para a música erudita.

Mas nem sempre foi assim. O jazz já foi considerado um estilo ousado e transgressor e, bem antes do surgimento do rock, músicos como Charlie Parker e Miles Davis já tinham suas carreiras comprometidas (ou não) por um estilo de vida sem limites.

O fato é que o jazz, as drogas e a bebida sempre andaram lado a lado desbravando acordes e experimentando novas escalas. Infelizmente, quem mais perdeu com isso foi a música, que viu gênios desolados e alucinados deixando o talento de lado para se apoiarem na heroína, cocaína e no álcool.

Paralelamente, a literatura beat usava o jazz como trilha e levava estas experiências à máquina de escrever, plantando as sementes da contracultura que se estabeleceria definitivamente em torno do rock algumas décadas depois.

Vamos lembrar então de alguns dos mais talentosos e famosos jazzistas junkies de todos os tempos.

Billie Holiday 

Billie Holiday

A voz brilhantemente dolorosa a coloca como a maior cantora do estilo. As drogas e o álcool sempre a acompanharam na carreira, principalmente após a morte da mãe.

Em 1947, Holiday foi presa e condenada pela posse de narcóticos, sendo sentenciada a um ano na cadeia. Após ser libertada, a cantora não tinha mais a licença para tocar em cabarés e boates. Mesmo assim, um Carnegie Hall lotado a aplaudiu em uma apresentação histórica.

Entre tantas idas e vindas na prisão, a cantora foi internada por problemas no fígado e no coração em 1959. A quantidade de heroína que tinha era tanta, que acabou sendo presa mais uma vez enquanto estava no hospital. Por fim, Billie Holiday acabou morrendo em decorrência de complicações relacionadas ao álcool e às drogas.

Charlie Parker

Charlie Parker

Bird, como o saxofonista era conhecido, foi um dos pais do bebop, estilo criado na década de 1940, que juntava o poder de improvisação com uma harmonia rápida e dançante.

Heroína não era difícil de arranjar na cena jazzista. Parker teve diversos problemas com as drogas e, após se mudar para a Califórnia, com o uísque também.

Entretanto, algumas das melhores gravações do músico foram justamente neste estado alterado, como a fantástica “Lover Man'', que irritou o restante da banda pelo despreparo do saxofonista, que mal conseguia parar e pé, tendo que ser amparado pelo produtor.

O excelente filme dirigido por Clint Eastwood, “Bird'', retrata de forma detalhada todo o sofrimento do saxofonista em virtude do uso das drogas, além da sua genialidade musical.

Chet Baker

Chet Baker

O trompetista americano começou o vício em heroína na década de 1950, atrapalhando o restante de sua carreira na música. Constantemente acabava penhorando seus instrumentos para comprar droga, além das brigas em que se envolvia.

A mais famosa foi em 1968, em São Francisco, em que traficantes bateram tanto nele, que o músico acabou com uns dentes quebrados e inúmeras lesões na boca, sendo obrigado a mudar o jeito de tocar trompete.

Miles Davis

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Um dos mais completos músicos da história, Miles chegou ainda novo em Nova York atrás de Charlie Parker. Bird  dividiu o palco inúmeras vezes com o garoto prodígio, ensinando tudo sobre o bepop. Era um período com muito fervor de ideias novas, que colocavam figurões do jazz lado a lado com a juventude. Após algum tempo, o disco “Birth of the Cool'' reuniu as gravações desse período, inventando o termo cool jazz, contrastando com o estilo mais acelerado do bebop.

Foi nessa época também que começou o uso de drogas pesadas. Miles ficou 5 anos viciado em heroína, diminuindo consideravelmente a produção dos seus trabalhos. O músico só ficou limpo em 1954, quando formou um grupo com o baterista Philly Joe Jones, o baixista Paul Chambers e com o pianista Red Garland. O sax ficava por conta de John Coltrane

OUÇA MILES E COLTRANE TOCANDO JUNTOS EM NOVA YORK

Rodolfo Vicentini,
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Back in Black faz 35 anos: saiba como o AC/DC fez seu maior álbum
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O álbum de hard rock mais vendido da história completa 35 anos neste sábado (25). Com estimadas 50 milhões de unidades vendidas, “Back in Black'' do AC/DC não só transformou o rock, como também a vida de um cantor praticamente aposentado e deu novo rumo a uma banda derrotada pela morte de um companheiro.

Antes de mais nada, clique aqui para ouvir “Back in Black'', do AC/DC

A banda australiana ficou fora da mídia e, recentemente, passou por dois episódios tristes. Primeiro pela doença do guitarrista Malcom Young, diagnosticado com demência e atrofia cerebral, que o afastaram do grupo. E como se não bastasse, em seguida  o baterista Phill Rudd foi condenado por ameaças de morte e posse de metanfetamina e maconha.

Ainda assim a banda continua com uma obra consistente. O último trabalho foi o elogiado “Rock or Bust'' e segue com formação nova fazendo turnê pela Europa, com possibilidade de seguir para a América do Sul. Ou seja, tudo continua mais ou menos no mesmo ritmo das últimas quatro décadas.

O fato é que, mesmo com grandes conquistas posteriores, “Back in Black'', foi o auge da carreira do AC/DC e o maior álbum da história do rock pesado. A Rádio UOL não podia deixar de lado o aniversário de 35 anos deste clássico e preparou um especial contando toda a história, além de algumas curiosidades. Divirtam-se!

APRENDA O QUE É ROCK OUVINDO TODOS OS SUCESSOS DO AC/DC

UMA APENDICITE QUE VALEU A PENA

Antes de ser vocalista do AC/DC, Brian Johnson formou a banda de glam-rock Geordie em 1972, em Newcastle, no norte da Inglaterra. O grupo fez sucesso na década de 1970 e conseguiu gravar quatro discos nesse período.

Brian Johnson

Numa noite qualquer, durante um show no início da década de 70, o vocalista foi acometido por uma crise aguda de apendicite no meio da apresentação, sendo obrigado a cantar deitado, alternando as letras das músicas com urros de dor.

A “performance'' certamente chamou a atenção de todos os presentes. Mas por obra do destino o vocalista da banda de abertura era o então obscuro Bon Scott, que viria a ser vocalista do AC/DC durante a primeira fase da banda.

Anos depois, Scott, já como vocalista do AC/DC, comentou com o guitarrista Angus Young que havia visto “esse tal de Brian Johnson, ele é ótimo! Ele estava no chão, chutando e gritando, que atuação!''. Mal sabia o garoto de boina que um dia a apendicite salvaria sua vida…

TRAGÉDIA

A morte de Bon Scott, em fevereiro de 1980 pegou todos de surpresa. É claro que o vocalista do AC/DC era maluco, isso todos sabiam. Mas numa noite de bebedeira, o cantor passou do ponto e foi ajudado por um conhecido, que o deixou dormindo no banco do carro. No dia seguinte, Bon foi encontrado desacordado e declarado morto a caminho do hospital. Exames apontaram que o músico morreu asfixiado no próprio vômito.

Bon Scott

SALVO DA APOSENTADORIA!

Após flertar com o sucesso, a  banda de Brian Johnson, Geordie, acabou não engrenando. Sem esperança, o vocalista estava prestes a se aposentar dos palcos e procurar um emprego formal. Até que em 1980, após a tragédia com Bon Scott, um convite para fazer uma audição com o AC/DC animou o cantor novamente.

Após testarem outros candidatos sem muito sucesso, os guitarristas Malcolm e Angus Young se lembraram dos comentários de Bon Scott sobre a “atuação'' fenomenal de Brian na turnê com o Geordie. E o resultado todos sabem. O posto de vocalista do grupo voltava a ficar ocupado.

Brian Johnson assumiu o posto e terminou a produção do que viria a ser “Back In Black''. Prontamente, escreveu as letras que faltavam para as canções já iniciadas e participou da composição do que faltava. Bon Scott já havia feito algumas letras, mas Brian preferiu começar tudo do zero e dar sua própria cara ao trabalho inteiro.

Logo em seguida, em abril, a banda embarcou para as Bahamas, onde passaria o mês seguinte gravando o álbum. As gravações foram feitas em clima de nervosismo. Todos tinham medo do futuro e não sabiam como o público reagiria ao primeiro trabalho sem o antigo vocalista.

Lançado menos de seis meses após a morte de Bon, “Back In Black'' superou todas as expectativas e rapidamente chegou ao primeiro lugar nas paradas britânicas e emplacou a banda no top 40 americano pela primeira vez, com o single de “You Shook Me All Night Long''.

O álbum continuaria vendendo bem para sempre, chegando às 50 milhões de cópias vendidas, o maior feito de um disco de rock pesado na história.


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PÉROLAS DO ÁLBUM

Os famosos sinos infernais que dão as caras logo no início de “Hells Bells'' marca o lançamento da nova formação da banda. A música crua, símbolo do grupo, vem acompanhada de uma voz que lembra a do antigo vocalista, mas põe personalidade e força ao tema.

Praticamente todas as faixas do álbum viraram hinos para os fãs do AC/DC. “Shoot to Thrill'', “What You Do For Money'' e “Let Me Put My Love Into You'' preparam o terreno para o que vem a seguir.

A música “Back in Black'' sempre será a mais lembrada da banda australiana e transmite todo o poder do rock and roll. Três acordes levam a obra para solos e passagens memoráveis, que se transformaram em objeto de estudo a todos que já sonharam em ser rockstars.

Na sequência, “You Shook Me All Night Long'' dá o tom de como fazer uma balada com atitude, nunca perdendo a batida firme do então baterista Phill Rudd, a base segura de Malcom Young e toda a criatividade e charme de Angus Young.

“Rock And Roll Ain't Noise Pollution'' fecha o disco e é, curiosamente, a melhor música do Back in Black. Com um início semelhante à canção “The Jack'', do primeiro disco da banda, em 1975, a pegada lenta caminha para um ritmo acelerado. O riff forte encaixa na voz aguda de Brian Johnson, que fecha o álbum com a frase “Rock and roll é apenas rock and roll''.

Tem como ser mais AC/DC do que isso?

Rodolfo Vicentini
Rádio UOL

 


De Caetano a Slash: quando os músicos tentam a sorte no cinema
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Caetano Veloso

O ex-guitarrista do Guns N' Roses Slash deixou o instrumento de lado por um momento e pretende se aventurar em mais uma empreitada no cinema. A bola da vez é um filme de terror, cujo pano de fundo mostra uma assistente social que viaja à Amazônia após receber inúmeras (e estranhas) ligações de uma moradora da região.

O brasileiro Dennison Ramalho é o responsável por dirigir o longa, enquanto o músico toma conta da produção. “The Hell Within'' ainda está em fase de captação de recurso, via “crowdfunding''.

OUÇA A PLAYLIST “GUITARRISTAS''

Roger Waters é outro prestes a pintar nas telonas. O ex-Pink Floyd divulgou segunda-feira passada (13) o trailer do filme “Roger Water –  The Wall'', que apresenta o show da fantástica turnê realizada nos últimos anos e explora toda a ideia que envolve o clássico álbum.

VEJA O TRAILER DO FILME “ROGER WATERS –  THE WALL''

Entrando nesse clima da sétima arte, vamos relembrar outros astros da música que flertaram com a produção e direção de cinema.

Rob Zombie

Escolhemos o óbvio para começar por respeito a Rob Zombie. O vocalista da banda de heavy metal White Zombie foi diretor, roteirista, produtor e ainda atuou em seu primeiro filme, “A Casa dos 1000 Corpos'' em em 2003. E, obviamente, também cuidou da trilha sonora.

Ano que vem ele chega ao sétimo longa, sempre dirigindo e escrevendo os scripts. A marca do rockstar/cineasta é o terror, e as produções combinam perfeitamente com o estilo musical de Zombie.

Caetano Veloso

O único trabalho de Caetano como diretor foi em 1986 na produção “O Cinema Falado'', no qual convida o expectador a acompanhar dilemas que rondam a vida dos personagens, e que, de uma forma ou de outra, acabam atingindo a sociedade.

Nietzsche e Freud são lembrados, Beatles é comparado a Bob Dylan e leituras poéticas são declamadas em cena. Dança, teatro e fotografia encaixam-se na produção, expondo mais um lado experimental do cantor.

David Byrne

O líder dos Talking Heads partiu para o lado cômico e criou uma história alucinante de uma cidade fictícia do Texas, nos Estados Unidos. O vocalista dirigiu, escreveu, cuidou da trilha sonora e ainda atuou na pele de um cowboy, que fala constantemente com o público enquanto dirige seu carro pela cidade.

Cada personagem da trama possui uma característica marcante e bizarra, dando um toque surreal à produção. O filme fez parte de um projeto triplo, que contava ainda com um álbum da banda de Byrne e um livro de fotografias.

Bob Dylan

Imagine algo que alguém já tenha feito. Com certeza Bob Dylan também fez em algum momento da vida. O cantor entra na lista com o filme “Renaldo e Clara'', de 1978, que escreveu ao lado do ator Sam Shepard e contracenou com Joan Baez.

Filmagens dos shows da gigantesca e multicultural turnê “Rolling Tunder Revue'', entrevistas nos bastidores e sequências dramáticas ficcionais, que giram sobre os temas das canções de Dylan, transformaram a produção em um épico de 4 horas.

– George Harrison

O ex-Beatle foi produtor de inúmeros filmes na década de 1970 e 1980, entre eles os clássicos “A Vida de Brian'', no qual faz uma participação especial, e “Os desajustados''. Os garotos de Liverpool também fizeram sucesso com os filmes temáticos da banda, como “Help!'', de 1965, e “Yellow Submarine'', de 1968.

ÁLBUM DE FOTOS: RELEMBRE CANTORES QUE FORAM PARAR NO CINEMA

Rodolfo Vicentini
Rádio UOL

 


Relembre artistas que deram a volta por cima após tragédias familiares
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Jerry Lee Lewis, Robert Plant, Eric Clapton e Wanderléa passaram por tragédias familiares.

Na terça-feira passada (14), o cantor e compositor australiano Nick Cave perdeu o filho Arthur, de apenas 15 anos, que caiu de um penhasco em Brighton, na Inglaterra. O garoto foi levado para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos graves.

Listamos alguns artistas que passaram por tragédias semelhantes na vida particular, mas conseguiram dar a volta por cima, como esperamos, será o caso de Cave.

– Neil Peart
O baterista do Rush passou por duas tragédias que quase causaram o fim da banda canadense. Num período de menos de um ano entre 1997 e 1998, perdeu a (então) única filha num acidente de carro e a esposa, vitimada pelo câncer. Desolado, anunciou aos companheiros de banda no velório da mulher que iria se aposentar.

Para refletir e tentar esvaziar a mente, Peart passou o ano seguinte viajando sozinho de motocicleta pelas Américas do Norte e Central. A jornada de 88 mil quilômetros serviu como material para o livro “Ghost Rider – A Estrada da Cura'' e o motivou a voltar para a banda.

Wanderléa

Um dos ícones da jovem guarda, a cantora mineira já passou por inúmeros dramas familiares. Aos 10 anos perdeu a irmã, vítima de bala perdida, e ainda jovem acompanhou a luta do então noivo Zé Renato, filho do apresentador Chacrinha, que ficou paraplégico em um acidente de carro.

Algum tempo depois, casou-se com o guitarrista Lalo Califórnia, com quem teve um menino. Após dois anos, em 1984, a criança morreu afogada ao cair na piscina. A cantora também teve que lidar com o falecimento de um irmão, em 1996, em decorrência da AIDS.

Ainda assim a eterna Ternurinha não parou de trabalhar e lançou em 2008 seu álbum mais recente, “Nova Estação''.

Jerry Lee Lewis

O pianista pioneiro do rock conhecido por clássicos como “Great Balls of Fire'' e “Whole Lotta Shakin' Going On'' é famoso por ter escandalizado a sociedade da década de 50 ao se casar a prima de apenas 13 anos, sendo 9 anos mais velho e com dois casamentos anteriores.

Mas além deste escândalo, diversas outras tragédias marcaram a carreira do cantor. Em 1962, Steve Allen Lewis, seu primeiro filho, morreu afogado aos 3 anos. Em 1973, foi a vez de mais um filho, Jerry Lee Lewis Jr., baterista da banda do pai, vítima de um acidente automobilístico.

E como se não bastasse, a quarta esposa do pianista foi encontrada morta na piscina alguns dias depois de concretizarem o divórcio. Já a quinta mulher morreu 77 dias após o casamento.

Mesmo com tudo isso, Lewis jamais parou de trabalhar, reerguendo sua carreira por diversas vezes. Após o escândalo e a perda do primeiro filho, o pianista se reergueu durante os anos 60. Primeiro, foi aclamado em turnês na Europa como um dos grandes nomes do rock até que, no final da década, se consagrou como um dos maiores nomes da música country. E como se não bastasse, a cinebiografia “A Fera Do Rock'' (“Great Balls Of Fire'') de 1989 o jogou mais uma vez de volta às paradas de sucesso.

Eric Clapton

Uma das tragédias familiares mais conhecidas do show business é a do guitarrista britânico, cujo filho Conor, de 4 anos, caiu do 53º andar de um prédio em Manhattan, Nova York em 1991. A música “Tears in Heaven'' foi escrita em homenagem ao garoto e se tornou um dos maiores sucessos de Clapton, rendendo 3 prêmios Grammys.

Roy Orbison

Autor da clássica “Oh, Pretty Woman'', o cantor fez muito sucesso na primeira década de 1960 com baladas românticas. A morte da mulher em um acidente de moto, em 1966, e dos dois filhos mais velhos, que morreram em um incêndio, fizeram a carreira do cantor declinar, junto com a chegada de outros estilos musicais, como o rock psicodélico.

Vince Neil

Skylar Neil, filha do vocalista do Mötley Crüe, morreu de câncer no estômago aos 5 anos. O vocalista criou uma fundação com o nome da menina, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para a pesquisa de câncer e AIDS.

Robert Plant

A segunda metade dos anos de 1970 não foi boa para o Led Zeppelin, principalmente para o vocalista Robert Plant. Em agosto de 1975, o frontman sofreu um acidente de carro, obrigando a cancelar o restante da turnê. Após dois anos, às vésperas de iniciar uma série de shows nos Estados Unidos, o filho de Plant, Karac, de 5 anos, morreu em decorrência de um vírus estomacal.

VEJA ÁLBUM DE FOTOS COM MAIS MÚSICOS QUE DERAM A VOLTA POR CIMA


Sobrou para Ed Sheeran e Sam Smith… relembre o veneno de Morrissey
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Como uma fênix da maledicência, o ícone indie inglês Morrissey ressurge na mídia de tempos em tempos com alguma frase venenosa. Desta vez as vítimas foram dois representantes da nova geração da música britânica.

Em entrevista, o ex-vocalista dos Smiths criticou o atual cenário da música pop e afirmou que Ed Sheeran e Sam Smith são óbvios, previsíveis e possuem o mesmo conteúdo, graças ao controle restrito das gravadoras, que transformam os músicos em peças de publicidade.

OUÇA O MELHOR DE MORRISSEY NA RÁDIO UOL

Quem acompanha a carreira de Morrissey sabe que a língua ferina do cantor tem atacado a tudo e a todos desde a década de 80. Lembrando frases memoráveis relacionadas ao abate dos animais, a coroa britânica e o presidente Barack Obama, a Rádio UOL traz algumas pérolas do herói alternativo:

COROA BRITÂNICA

. “Eu gostaria que o príncipe Charles tivesse sido baleado. Eu acho que faria do mundo um lugar mais interessante'', ao ser perguntado sobre um incidente envolvendo uma estudante que atirou no príncipe de Gales.

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. Morrissey e sua banda usaram, durante um show, camisetas escritas “Nós odiamos William e Kate'', criticando o príncipe inglês e sua mulher.

. “Tudo o que ela [a Rainha] faz é tirar dinheiro dos ingleses […] nós vemos a Rainha como uma ditadora suprema. É uma ditadura!'', em entrevista a um jornal londrino.

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VEGANOS x CARNÍVOROS 

. “Eu não vejo diferença entre comer animais e pedofilia. Ambos são estupro, violência e assassinato'', escreveu o cantor em um bate-papo online com fãs.

. “O cheiro de animais queimados me deixa enjoado. Eu consigo sentir carne queimando… e peço a Deus que seja humana'', durante show no festival Choachella, em 2009, enquanto um churrasco era preparado nos bastidores.

. “Você não tem opção a não ser achar que os chineses são um subespécie'', em depoimento racista para o The Guardian enquanto discutia o tratamento cruel dos animais na China

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MORRISSEY E SEUS COLEGAS NA MÚSICA

. “É realmente fraudulenta e o oposto do erótico'', disse o cantor sobre Lady Gaga usar inúmeros dançarinos para se apresentar. E ainda completou o raciocínio alegando que a cantora não tem nada de novo.

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. “McDonna'' foi a forma do inglês se referir à diva pop, após compará-la negativamente à francesa Edith Piaf, que, segundo Morrissey, usava apenas um vestido preto e era melhor do que qualquer outra.

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. “Traga-me a cabeça de Elton John… um exemplo em que carne não seria considerada assassinato, caso fosse servida num prato'', em depoimento para o documentário The Importance of Being Morrissey

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CHEGOU SUA VEZ, OBAMA

.''Ele não parece apoiar a população negra quando eles mais necessitam […] Parece branco por dentro.''
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In Edit Radio Show fala sobre o filme vencedor “Yorimatã”
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Rádio UOL

Chegamos ao último programa desta série In-Edit Radio Show, onde abordamos filmes e eventos que aconteceram no 7º In-Edit~Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical.
Neste programa, Marcelo Aliche e Maurício Gaia falam sobre o filme vencedor do Festival, “Yorimatã'', dirigido por Rafael Saar e conta a história e a arte de Luhli e Lucina.
Além disto, o In-Edit Radio show faz um balanço final do que aconteceu na parte paulistana do Festival e traz alguns destaques da etapa soteropolitana, que vai até dia 19/07.

Playlist
1 – Yorimatã Okê Aruê – Luhli e Lucina
2 – Fala – Luhli e Lucina
3 – My Adidas – Run DMC
4 – Planet Rock – Afrika Bambaataa
5 – A Praça – Ronnie Von
6 – Talking Loud and Saying Nothing – James Brown
7 – Bum Bum Praticumbum Prugurundum – G.R.E.S Império Serrano
8 – Quase Lindo – Premeditando o Breque
9 – Miss Misery – Elliott Smith


“Eu odeio a América”; relembre as piores gafes políticas da música
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Rádio UOL

 

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Ariana Grande se apresenta no 57º Grammy Award (Reuters)

 

Ariana Grande tem repercutido nas redes sociais por ter declarado, enquanto comia donuts, que odeia os americanos e a América. A gafe foi filmada e chamou tanta atenção que a cantora pop foi obrigada a se desculpar nas redes sociais. E o caso dela não é isolado, diversos artistas, do pop ao rock, passando pelo hip hop, já cometeram deslizes quando o assunto é política.

Vamos relembrar algumas polêmicas e gafes políticas dos astros da música.

Eric Clapton

O guitarrista inglês já foi comparado a Deus em diversos muros pichados na década de 1970, mas nada o salva de um discurso durante um show, em 1976. Apesar de ter feito carreira reproduzindo o blues dos negros americanos, Clapton, altamente alcoolizado, declarou que apoiava a luta do político inglês Enoch Powell contra os imigrantes. E, por fim, ainda falou: “Mantenha a Grã-Bretanha branca!''.

 

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Ouça os maiores sucessos de Eric Clapton

 

Bob Dylan

Talvez o maior letrista norte-americano dos anos 1960 e um símbolo para uma geração, Bob Dylan não é bem-visto pelos croatas. Em entrevista, o cantor comentou sobre o racismo na comunidade americana ao falar que os negros podem sentir se as pessoas têm antepassados escravistas ou que fizeram parte da Ku Kux Klan. Para não bastar, o artista ampliou as comparações, colocando judeus e nazistas ao lado de sérvios e croatas. A declaração não pegou bem, e o artista foi processado pela comunidade croata baseada na França.

 

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David Bowie

O camaleão viveu um período muito louco nos anos 1970 e seus personagens viraram referência pop, sendo lembrados até hoje. Mas a entrevista para o então jornalista, agora cineasta, Cameron Crowe, da Rolling Stone dos Estados Unidos, não acertou o ponto. “Rock stars são fascistas. Adolf Hitler foi um dos primeiros rock stars''.

David Bowie

Ouça o camaleão do rock David Bowie

Ted Nugent

Sempre polêmico, o guitarrista que nos anos 70 fez fama cantando “Cat Scratch Fever'' vestido de homem das cavernas nunca escondeu seu conservadorismo furioso e seu apoio ao lobby armamentista. Mas após a posse de Barack Obama, seu veneno parece ter se tornado ainda pior.

As declarações de mau gosto de Nugent encheriam um livro, então vamos nos ater apenas a algumas das mais desagradáveis.

“Obama é um vira-lata sub-humano'', disse numa entrevista em vídeo na web. Depois, pediu desculpas, acrescentando que a declaração não havia sido racista. Oi?

“Ele é como um alemão que finge respeitar os judeus e então vai para casa e força seus vizinhos a entrar num trem para serem queimados'', ao comparar Barack Obama a um nazista

“Eu gostaria de atirar neles mesmo mortos'', em uma conversa sobre os imigrantes ilegais.

“O que é uma feminista? Uma porca gorda que não transa o suficiente?''

Relembre o rock dos anos 70

. AMERICANOS CONTRA O PRESIDENTE BUSH

Dixie Chicks

O trio feminino de música country já vendeu mais de 30 milhões de álbuns, mas durante um bom tempo a política foi o que lhes rendeu mais capas de revista. Em março de 2003, a vocalista Natalie Maines disse num show em Londres ser contra contra a guerra e a violência, e  abriu o jogo ao afirmar que se sentia envergonhada pelo representante do seu país ser do mesmo estado que o dela, o Texas.
Dixie
Às vésperas da invasão do Iraque, diversas rádios conservadoras promoveram um boicote à banda por terem criticado o líder do país em solo estrangeiro. Isso sem contar as vendas de discos que despencaram em todo o mercado dos Estados Unidos. Por outro lado, as Dixie Chicks conquistaram o público liberal que, em geral, não se liga muito em música country.

Escute o melhor do country americano

 

Kanye West

Bebendo da fonte do grupo anterior, o rapper Kanye West também foi contrário ao presidente Bush. Logo após o incidente do furacão Katrina, em Nova Orleans, uma emissora norte-americana colocou artistas para conscientizarem a população dos estragos e da necessidade de doação às vítimas.

Uma dessas celebridades foi Kanye West, que falou ao vivo que George Bush não liga para os negros. A declaração dividiu o país. Enquanto alguns apoiaram, outros ficaram indignados. O próprio ex-presidente disse em 2010 que a frase de Kanye foi “um dos momentos mais desagradáveis da minha presidência''.

Ouça os hits de Kanye West


. NO BRASIL

 

Michel Teló

Ainda que bem intencionado, Michel Teló também cometeu uma gafe. O cantor publicou uma foto no Instagram com metade do rosto pintado de preto, para pregar a igualdade e o respeito entre todos. Porém, a imagem pegou mal, já que essa prática, conhecida como blackface, comum até as primeiras décadas do século 20,  em que atores brancos pintavam a face para representar de forma jocosa personagens negros. Rapidamente o sertanejo excluiu a foto e pediu desculpas.

Salibian, Greg / Folhapress

Michel Teló em evento (Salibian, Greg / Folhapress)

Ouça “Ai Se Eu Te Pego '' e outra músicas que grudam na cabeça

 

Waldick Soriano

Sempre com o chapéu característico, Waldick Soriano é um dos reis da música brega. O compositor de “Eu Não Sou Cachorro Não'' e “Tortura de você'' soltou, em 1972, algumas pérolas para o diário gaúcho Zero Hora. Primeiro defendeu o “Esquadrão da Morte'', cujo objetivo era perseguir e eliminar supostos criminosos tidos como perigosos para a sociedade.

Mas, em meio à época mais pesada da ditadura militar, a frase que realmente chocou a sociedade foi “Cristo pra mim foi um arruaceiro. Eu li a Bíblia de cabo a rabo e não vi nada do que se fala. Tudo com muita cascata. Eu não tou nessa de Cristo. Não entendo o que se fala dele, acho que era um enganador''. Numa só entrevista, Waldick Soriano conseguiu ser odiado pela esquerda e pela direita.

 

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Agnaldo Timóteo 

Cantor e ex-vereador, Agnaldo Timóteo é famoso por dar declarações dúbias à respeito de sua orientação sexual e chegou a gravar “Galeria do Amor'', uma suposta ode à galeria Alaska, ponto de encontro gay da noite carioca.

Ainda assim, suas críticas à comunidade LGBT são frequentes. Em 2013, perdeu as estribeiras num programa de televisão ao ser questionado sobre sua sexualidade. Irritado, o disparou contra Daniela Mercury, que havia postado uma foto beijando a namorada. “Quando ela divulgou o beijo era 11h da manhã. Às 11h da manhã tem criança assistindo TV. É uma afronta à família […] Não sou gay, sou contra a exposição'', declarou Agnaldo durante a entrevista.

Noutra ocasião, em 2012, enquanto ainda era vereador em São Paulo, fez um discurso na Câmara Municipal defendendo o regime militar e atacando a comissão da verdade. Ao ser interrompido por servidores públicos que acomopanhavam a sessão, respondeu “calem a boca seus animais, seus idiotas''.

Ouça os clássicos do brega