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Qual é a sua música? Internautas escolheram as músicas que queriam inspirar
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A Rádio UOL perguntou e os ouvintes escolheram as músicas que queriam que tivessem sido feitas para eles.

De canções românticas a temas clássicos, os internautas selecionaram as canções, que iam desde Claudinho & Buchecha até Paul McCartney.

Os destaques foram, é claro, as músicas de amor. Quem não queria ter inspirado uma serenata ao som de “João e Maria”, do Chico Buarque, ou “Just The Way You Are”, do Bruno Mars?

E você? Qual é a sua música?

CLIQUE AQUI E ESCUTE A PLAYLIST “A SUA MÚSICA”


Com gingado brasileiro no som, banda de metal Project46 lança novo disco
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Divulgação

André Cáceres
Do UOL, em São Paulo

Formado em 2008, o Project46 está lançando o segundo álbum de estúdio da carreira, intitulado “Seja Feita a Nossa Vontade”. O trabalho conta com dez faixas e traz mensagens diretas e explícitas, sem negar as origens da banda.

Confira a mensagem do Project46 para os fãs da Rádio UOL:

“Começamos a compor em cima do samba. Imagina um metaleiro que sabe sambar”, brinca Vinícius Castellari, contando que “Em Nome de Quem?” e “Carranca”, músicas do disco novo, têm um gingado característico do Brasil no som e na letra.

“Minha composição sempre foi muito orgânica e sentimental. Quando posso colocar traços do nosso país, é sensacional”, afirma o guitarrista. As influências do grupo, no entanto, passam longe do samba, indo de Pantera a Slayer, passando por Slipknot.

O álbum de estreia do Project46 foi lançado em 2011 e muito bem recebido no cenário undergroud. “As bandas estão tendo uma preocupação maior em gravar o som com qualidade, em ter um merchandising legal. Estão se valorizando mais”, avalia.

Para ele, a principal dificuldade para as bandas que estão começando nessa cena é encontrar espaço e, às vezes, ter que pagar para tocar. “A intenção é estar no meio dos grandes, mas não nego de onde venho”, diz Vinícius. “Não sei se quero estar no mainstream ou no underground. O mainstream de hoje pode se tornar o underground de amanhã”, acrescenta.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR O ÁLBUM “QUE SEJA FEITA A NOSSA VONTADE” DO PROJECT46


Álbum de estréia dos Rolling Stones saía há 50 anos
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therollingstonesHá 50 anos a maior banda de rock and roll do planeta lançava seu primeiro álbum.
No Reino Unido, onde saiu primeiro, o disco se chamou simplesmente “The Rolling Stones”, enquanto a edição dos EUA ganhou o nome “England’s Newest Hitmakers“.

Representando bem a identidade da banda em sua primeira fase, o álbum é formado basicamente por covers de clássicos do Rhythm & Blues como “Route 66″, famosa nas versões de Nat King Cole e Chuck Berry, “Carol” do mesmo Chuck Berry e “Walking The Dog” de Rufus Thomas. De Mick Jagger & Keith Richards havia apenas a balada “Tell Me”.

A versão norte-americana também trazia a versão de “Not Fade Away” de Buddy Holly, primeiro single dos Stones a entrar no top 5 britânico, no lugar de “Mona” de Bo Diddley.

OUÇA NA ÍNTEGRA O PRIMEIRO ÁLBUM DOS ROLLING STONES

Se por um lado o álbum de estréia dos Rolling Stones não apresenta toda criatividade e inovação que eles viriam a demonstrar poucos anos depois em composições próprias como “Satisfaction”, “Paint It Black” e “Jumpin’ Jack Flash”, o potencial já está todo ali.

Na reinterpretação abrutalhada da música negra norte-americana estão as bases da identidade musical que a banda estabeleceria dali em diante e da revolução roqueira da década de 60. Logo em seguida viriam bandas como The Animals, The Kinks, The Yardbirds, The Who e muitas outras que, cada uma à sua maneira, criaram algo novo a partir das bases do blues após o empurrãozinho dado pelos stones.

OUÇA OS MAIORES CLÁSSICOS DOS ROLLING STONES NA PLAYLIST DA BANDA

Era o início de uma jornada de meio século de sucesso, que ainda não tem data para terminar.

Relembre o especial que a Rádio UOL produziu em 2012 comemorando os 50 anos da fundação da banda:

 


Cara ou coroa? Grandes nomes da música e seus alter egos
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Marina Tonelli
Do UOL, São Paulo

Todo mundo tem um lado desconhecido e como diria Capital Inicial: ‘O que você faz quando ninguém te vê fazendo ou o que você queria fazer se ninguém pudesse te ver?’.

Nós, meros mortais, só nos libertamos quando estamos solitários. No caso dos famosos, essa outra face – muitas vezes estranha – cria vida e se transforma em um alter ego, um personagem que serve para substituir, ou complementar, a personalidade “oficial” do artista.

Confira alguns grandes nomes que transcenderam a própria personalidade:

Miley Cyrus / Hannah Montana

Hannah Montana

A polêmica cantora de 21 anos nem sempre dançou twerk por aí. Pelo contrário. Miley Cyrus se tornou musa teen ao protagonizar o seriado ‘Hannah Montana’ no Disney Channel. Na série, a cantora fazia papel de uma garota simples que a noite se transformava em uma super estrela pop.

No caso de Miley, o alter ego era o contrário do que costuma ser: Hannah Montana, apesar de famosa, continuava ‘certinha’ – afinal de contas, seguia o padrão Disney.  E o impacto foi tanto, que para se desvincular da imagem da personagem, a cantora demonstrou um lado provocativo e, anos mais tarde, radicalizou ao cortar as madeixas bem curtas, chocando até mesmo os fãs na nova fase “rebelde”.

David Bowie / Ziggy Stardust

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O músico, que dispensa apresentações, sempre foi reconhecido por seu visual futurista e, muitas vezes, bizarro. Porém, foi com Ziggy Stardust que o camaleão do rock chegou ao topo e conquistou o mundo da música.

Ziggy, um ser de outro mundo vindo a Terra para salvá-la, era vaidoso e sedutoramente chamativo com seu cabelo vermelho sangue. Inclusive, foi o marciano que eternizou o raio maquiado no olho de Bowie na capa do disco “Aladdin Sane”. E a influência de Ziggy Stardust foi tamanha em David Bowie que o cantor, com medo da loucura, resolveu abandonar o alter ego enquanto ainda era tempo.

Beyoncé Knowles / Sasha Fierce

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Antes de assumir carreira solo, a queridinha do presidente dos Estados Unidos e esposa de um dos homens mais influentes no cenário do hip-hop internacional, fez parte de um trio pop chamado “Destiny’s Child”.  Mas a diva pop queria muito mais espaço no cenário da música mundial e deste desejo surgiu Sasha Fierce.

O alter ego criado pela cantora nos palcos, teve direito a um cd duplo e inúmeros singles que alcançaram o Billboard Hot 100 como “Single Ladies (Put a Ring On It)”, “If I Were a Boy”,“Ego”, “Diva” e  muitos outros. Em seu alter ego, Beyoncé apostava em figurinos excêntricos, como, por exemplo, uma roupa com diversos espelhos.

Gorillaz

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A banda virtual criada pelo líder da banda Blur, Damon Albarn entrou para o Guiness ao atingir a marca de 7 milhões de cópias vendidas em seu primeiro álbum. E o que chama atenção no Gorillaz é a estética de seus personagens – pensados por Jamie Hewlett, um dos criadores da HQ Tank Girl – e o estilo musical alternativo, muitas vezes influenciado pela música eletrônica.

Composta pelos personagens: 2D, Murdoc, Niccals, Noodle e Russel, a banda investe em uma estética surreal em seus clipes e conta apenas Damon Albarn como um integrante “fixo”.  As músicas são criadas em parceria com vários outros artistas, o que ressalta a característica diferenciada da banda.

Lady Gaga / Jo Calderone

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A cantora por si só já é uma personagem, mas resolveu inovar ao criar um alter ego de seu alter ego. Confuso, né? Mas nada surpreendente quando falamos de alguém que já usou até mesmo um vestido feito de carne para ir a uma premiação.

Jo Calderone é o alter ego masculino de Lady Gaga e surgiu, pela primeira vez, para um ensaio fotográfico para a edição japonesa da Vogue Hommes. Reapareceu em um estilo a la Johnny Cash no clipe de “You & I”, sendo  – pasmem – o par romântico da cantora.

Gerard Way / Party Poison

Party Poison

O ex-líder da extinta banda My Chemical Romance se formou em Artes Visuais, mas sua carreira na música ganhou muito mais espaço do que no mundo das artes plásticas.  O lado artístico, entretanto, nunca deixou de influenciar a banda de alguma forma. Com figurinos diferenciados e álbuns conceituais, estava claro que Way tinha vários alter egos que criavam todas aquelas histórias macabras abordadas em seus discos.  Mas foi no quarto e último que este alter ego ganhou nome, figurino oficial e até mesmo uma HQ.

Party Poison era um justiceiro em meio a uma era apocalíptica em meados de 2019, com direito a armas de raio laser, radio pirata e confrontos no deserto. Criativo, né? Os cabelos e roupas pretas da banda foram substituídos por uma chuva de cores em um estilo bem cartunesco.

Madonna / Dita Parlo

Madonna

A diva do pop é conhecida por manter o reinado em seus 30 anos de carreira, e não é de hoje que suas apresentações dão o que falar por onde passam. Lá nos anos 90, Madonna rodou o mundo com “The Girlie Show” após ser extremamente criticada pela mídia com o lançamento do disco “Erotica”, mas nada foi capaz de conter o aparecimento de um dos alter egos mais polêmicos da música.

Dita Parlo era uma dominatrix que simulava orgias e provocava com cenas de homossexualidade durante os shows. Surgia soberana com trajes de couro e chicote em um espetáculo que envolvia dançarinas burlescas, pole dance e trechos da bíblia.

Kiss – Kiss
Kiss
Criada no auge da onda glitter da década de 70, a banda misturou as tendências teatrais de David Bowie e Alice Cooper com o espírito das histórias e quadrinhos, ganhando assim o coração da juventude. Na realidade, o Kiss levou a idéia dos personagens ainda mais longe do que seus antecessores, se recusando a aparecer em público sem maquiagem durante a primeira fase da carreira.

No início, o quarteto seguia a tendência andrógina de outras bandas da época, mas logo perceberam que precisariam de algo mais radical. Criaram assim os personagens que marcariam a formação clássica do grupo: o guitarrista Paul Stanley era “The Starchild” (“Filho das estrelas” ou “Criança estelar”), o baixista Gene Simmons era “The Demon” (“O Demônio”), o guitarrista Ace Frehley era “The Spaceman” (“o Homem Espacial”) e o baterista Peter Criss “The Catman” (“O Homem Gato”).


O que Pharrell Williams fez que você não sabia
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Laura Catta Preta
Do UOL, em São Paulo

A primeira coisa que Pharrell Williams fez foi nascer há 41 anos, em 5 de abril. Daí para frente, o compositor, rapper, produtor, músico e também estilista se tornou uma figura da qual você sempre ouve falar aqui e ali, mas nunca parou para montar todo o quebra-cabeça. Confira os principais feitos de Pharrell:

The Neptunes
Pharrell Williams e Chad Hugo eram amigos desde os 13 anos de idade, e formaram o duo The Neptunes nos anos 90 para compor e produzir dentro do universo R&B e Hip Hop. Algumas músicas contam também com Pharrell cantando, como “Drop It Like It´s Hot e “Beautiful”, ambas com Snoop Dogg. Em 2003 eles lançaram um álbum com suas produções e remixes de vários artistas, o “The Neptunes Present… Clones“, que subiu nas paradas americanas por ter uma galera de peso como Jay-Z, Snoop Dogg, Ludacris.
Em 2003 foi feita uma pesquisa que apontou que eles tinham produzido 20% das músicas tocadas nas rádios britânicas e 43% das músicas tocadas nas rádios americanas.
O que você conhece:
Britney Spears: “I´m A Slave 4 U
Jay-Z: “I Just Wanna Love U (Give It 2 Me)”
Nelly: “Hot in Herre”
Justin Timberlake: “Rock your body

Beautiful

N*E*R*D*
De 2001 a 2005 o Neptunes assinou com a gravadora Virgin para, juntamente com Shay Haley, fazerem músicas próprias e entrarem sob os holofotes. Lançaram dois álbuns nesse período, ”In search of…” e “Fly or Die”, que não foram tão bem quanto às produções do Neptunes com as estrelas do rap, mas ganharam seu espaço nas paradas.  ”She Wants to Move“ apareceu na trilha sonora do filme “Velozes e Furiosos: Tokyo Drift” (2006).
Em 2005, o N*E*R*D (sigla de No One Really Dies) largou a Virgin devido à disputas autorais e lançou os álbuns “Seeing Sounds” e “Nothing” pelo próprio selo, Star Trak.
O que você conhece:
Em 2008, a Converse fez uma campanha para comemorar o centenário cuja a ideia era “three artists, one song” (três artistas, uma música). Da colaboração de Julian Casablancas (The Strokes), Santigold e N*E*R*D* surgiu “My Drive Thru”. A música e o clipe fizeram tanto sucesso na época que muita gente nem soube que se tratava de uma campanha.


 

Gwen Stefani, Madonna e Beyonce
Em 2004, Pharrell co-escreveu com Gwen Stefani seu mega hit “Hollaback Girl”, que o The Neptunes produziu no primeiro álbum solo da cantora, “Love. Angel. Music. Baby.”
Três anos depois, além de produzir a versão de Beyonce para “Diamonds Are A Girls Best Friend”, ele produziu algumas faixas no álbum “Hard Candy” da Madonna.
O que você conhece:
Gwen Stefani: “Hollaback Girl


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Daft Punk e Robin Thicke e Oscar
2013 foi o ano mais estratosférico da carreira de Pharrell Williams. Ele é o cara que canta o onipresente hit do Daft Punk, “Get Lucky”, e pelo post até agora já deu para imaginar que ele produziu e também escreveu a música, junto com a dupla do capacete e mais o Nile Rodgers.
Ele é o cara do dance-chiclete “Blurred Lines”, junto com Robin Thicke e o rapper T.I., faixa essa que o Pharrell também produziu. O álbum “Blurred Lines” saiu pelo selo Star Trak, de Pharrell e Chad Hugo.
E em 2013 até indicação ao Oscar teve pro Pharrell, com a música “Happy” (Tema de Gru em “Meu Malvado Favorito 2″). Detalhe: ele lançou essa música como um vídeo de 24 horas – o primeiro da história – com participações de Magic Johnson, Jamie Foxx, Janelle Monàe e muitos outros.
O que você conhece:
Daft Punk: “Random Access Memories”
Robin Thicke: “Blurred Lines”
Pharrell Williams: “Happy

 

daft punk

O futuro
Quem sabe? Mas em 2014 pelo menos Pharrell Williams já tem participação garantida como jurado no programa The Voice americano, substituindo CeeLo Green. 
Além disso, seu segundo álbum solo, que tem a música “Happy”, saiu no início de março, depois de 8 anos sem lançar trabalho solo. Ele devia andar sem tempo.
Não poderiam faltar participações especiais: Daft Punk, Justin Timberlake, Timbaland, Alicia Keys, Miley Cirus, entre outros.


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Conheça o som de Allex Costa, nova revelação da MPB
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Nascido na periferia de São Paulo, Allex Costa tem um gosto musical que destoa do local de sua origem. Filho de um trompetista, ganhou o primeiro violão do tio e começou a compor suas canções, inspirado na MPB e na soul music.

Da zona norte da metrópole para o Brasil, o músico influenciado por nomes como Djavan, Tim Maia, Tom Jobim, Racionais MC’s e Nação Zumbi está lançando com exclusividade na Rádio UOL seu primeiro single.

Clique aqui para ouvir a música “Três”, de Allex Costa.


As músicas para surfar, indicadas pela surfista profissional Silvana Lima
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©ASP/Cestari

 

À pedido da Rádio UOL, a surfista profissional Silvana Lima contou quais são as músicas favoritas dela para pegar uma onda.

Silvana já foi vice-campeã mundial de surfe por duas vezes, em 2008 e 2009, mas agora está fora da elite do esporte por não contar com patrocínio.

Ouça as músicas que ela indicou para surfar:

Royals – Lorde
Te Pintaram Pajaritos – Yandar & Yostin
Right Now – Rihanna
War/No More Troubles – Bob Marley
Beauty And A Beat – Justin Bieber
Loca – Shakira
Can’t Remember to Forget You – Shakira feat. Rihanna
Beijinho no Ombro – Valesca Popozuda


Confira o clipe de “Move Gari Terra”, da banda Eletrofo2rese
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A Eletrofo2rese Gari Terra está lançando o clipe de “Move Gari Terra”, buscando conscientizar a população sobre a preservação da natureza por meio da música.

Mesclando batidas de música eletrônica e ritmos que vão do hip hop ao drum and bass, a banda propõe uma consciência ambiental e novas atitudes de sustentabilidade.

O Movimento Gari Terra chama a atenção das pessoas para a importância de uma das profissões mais fundamentais para as cidades brasileiras.

Além dos garis, o projeto também luta pelos limpadores de praia, catadores de sucata, lixeiros e outros trabalhadores.


Grandes Mentiras da História da Música
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No dia 1º de abril, muitas pessoas pregam peças nos amigos e contam mentiras. No mundo da música, entretanto, a ausência da verdade é recorrente e vários nomes de sucesso já foram classificados como grandes mentirosos, assim como seus fãs, radialistas e praticamente todos os envolvidos no show business.

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O Milli Vanilli ficou famoso no final dos anos 80, alcançando altas posições nas paradas de sucesso norte americanas e até mesmo faturando um Grammy. Em um show, a dupla ficou repetindo a mesma frase várias vezes, o que despertou certa suspeita entre os espectadores. Algum tempo depois, a dupla assumiu que as vozes gravadas não eram deles e eles se apresentavam com playback.

O rapper Lil Wayne sempre se gabou no meio da música por ter tomado um tiro e sobrevivido, inclusive falando disso na letra da música “3 Peat”. Esse dado não é falso, no entanto, o músico sempre se esqueceu de dizer que, na verdade, foi ele quem  disparou em si mesmo quando tinha apenas 12 anos de idade.

daft
Algumas vezes, os fãs do Daft Punk criaram boatos sobre shows da dupla que nunca chegaram a acontecer de verdade. Além de um website falso do festival Glastonbury e vendas de ingressos para um show de mentira em Xangai, a dupla foi dada como certa numa apresentação com o Phoenix aqui no Brasil, mas isso não se concretizou.

Em 1993, a banda americana The Dwarves inventou num release para a imprensa que o guitarrista conhecido como HeCanNotBeNamed havia sido esfaqueado até a morte. A história foi desmentida tempos depois, mas a gravadora Sub Pop não achou graça e demitiu o grupo.

Paul
Muitos beatlemaníacos reproduziram informações sobre um acidente de carro que teria vitimado fatalmente ninguém menos que Sir Paul McCartney em 1967. Com evidências encontradas nas capas do disco, letras de música e outras fontes, a lenda se fortaleceu ao longo dos anos e há quem defenda que o Paul que conhecemos hoje é, na verdade, um sósia do lendário baixista.

Na realidade foi tudo criação de um estudante da universidade de Iowa nos EUA em 1969, num artigo para o jornal do campus. A história se espalhou após ser divulgado pouco tempo depois por um radialista de Detroit.

Os Beatles, aliás, têm outra história mentirosa. Muitos anos após sua separação, um fã fez uma montagem – muito bem produzida, por sinal – misturando linhas de instrumentos e voz de várias fases da banda e das carreiras solo dos integrantes e publicou na internet com um relato enorme afirmando que havia encontrado material inédito do quarteto de Liverpool, e que o disco se chamava “Everyday Chemistry”. Verdade ou não, o resultado é interessante para quem é fã dos Fab Four.

Os mitos sobre os rapazes de Liverpool não param por aí. Pelo menos três bandas já foram acusadas de serem os Beatles operando sob um pseudônimo. Em 1965, o grupo The Knickerbockers lançou a música “Lies”. A voz, praticamente igual à de John Lennon e o ritmo contagiante pareciam vir diretamente dos estúdios de Abbey Road, mas na realidade a banda vinha de New Jersey.

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Dois anos depois, os Bee Gees conseguiam seu primeiro sucesso nos EUA com “New York Mining Disaster, 1941”. A gravadora distribuiu a radialistas cópias promocionais do single com o rótulo em branco, dizendo apenas que era uma música nova de “um grupo britânico que começa com B”. A tática funcionou, as rádios pensaram se tratar dos Beatles e o disco entrou na programação.

Em 1973 saía o álbum “1976 Est” da banda canadense Klaatu. O som, assim como nos exemplos anteriores era baseado no da banda de Liverpool e como não havia fotos ou informação sobre os integrantes, adivinhem o que aconteceu?

Enfim, lendas sobre os Beatles abundam e poderiam encher as páginas de um livro. Então voltemos aos outros artistas.

Já no Brasil, em 2012 a imprensa começou a comemorar o aniversário do ícone da MPB Jorge Ben Jor, que estaria fazendo 70 anos. Segundo todas as fontes até então, o cantor e compositor teria nascido em 1942, mas por algum motivo, às vésperas da data começaram a surgir informações, confirmadas por sua assessoria, de que ele havia nascido em 1945. 10 anos antes no entanto, Ben Jor não corrigira ninguém que comemorou seus 60 anos. Quem mentiu? Você decide.

ledzeppelin
Uma das maiores bandas da história do rock, o Led Zeppelin chegou a ter o brilhantismo de sua carreira levemente ofuscado pelos inúmeros plágios e versões creditadas como músicas próprias.

O grupo de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham apresentou canções dos outros como se fossem deles mesmos, como “Whole Lotta Love”, “When The Levee Breaks” e “Dazed And Confused”, além de riffs e trechos de “Rock ‘n’ Roll”, “Stairway to Heaven” e “Moby Dick”, sem dar os devidos créditos aos verdadeiros compositores.

Já o rei do rock, Elvis Presley, consta como compositor de algumas músicas, como a famosíssima “Love Me Tender”. Anos depois, em entrevista  o cantor desmentiu as informações e assumiu nunca ter composto uma canção sequer.
Elvis

Outra lenda relacionada ao astro é a infame “Elvis não morreu”. De acordo com os crédulos, o rei do rock é “visto” constantemente em supermercados, estacionamentos, atrás de janelas e inclusive chega a dar telefonemas em que desabafa sobre a “farsa” e a vida que leva atualmente se escondendo por aí. É claro que é tudo uma grande mentira.

Ou será que não?

André Cáceres e Pedro Carvalho

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Após 22 anos de espera, H.I.M. surpreende em único show no Brasil
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Edi Fortini/UOL

Marina Tonelli
Do UOL, São Paulo

A rua da casa de shows HSBC Brasil estava abarrotada em pleno domingo à noite. Era quase impossível enxergar o final da gigantesca fila que dobrava a esquina e chamava a atenção por um mesmo símbolo que se repetia incessantemente nas camisetas, bandeiras e, até mesmo, na pele dos presentes, o logo da banda finlandesa H.I.M.

Os ânimos estavam exaltados pela ansiedade acumulada por 22 anos de espera por um show do grupo. E se engana quem pensa que o público era completamente homogêneo. Mulheres de meia idade, adolescentes, mães fanáticas acompanhadas por seus filhos pequenos e cabeludos de diversas tribos se misturavam, nutrindo a mesma expectativa.

O público gritava antes mesmo de o show começar. Meia hora antes da abertura da casa, havia se formado um coro animado que ficou ainda mais alto quando a energia elétrica falhou. Mas, em poucos minutos, o contratempo foi resolvido e finalmente os fãs puderam se acomodar em seus lugares.

Pontuais, os finlandeses foram recebidos com entusiasmo. Abriram o show com a animada “Buried Alive By Love”, seguida pelo hit “Wings Of a Burtefly”. O vocalist Ville Valo contou com um coro afinado. A plateia o auxiliava em suas ligeiras perdas de fôlego por causa do vício em cigarros que, aliás, o acompanharam durante a apresentação apesar da rígida lei anti-fumo.

Mas os holofotes, sem dúvida, ficaram sobre o guitarrista da banda: “Linde” Lindström. Com solos longos e ágeis, o músico acrescentou qualidade à apresentação, dando mais peso aos hits da banda nas versões ao vivo, particularmente em “Soul On Fire” e “Sleepwalking Past Hope”.

Além da desenvoltura à parte de “Linde”, era notório seu entrosamento com o baixista “Mige” Paananen. Na maior parte do tempo, os dois tocavam próximos um ao outro, completamente absortos nos riffs. Mal notavam a plateia, pareciam que estavam se apresentando para o baterista “Gas Lipstick” Karppinen.

Já Ville Valo demonstrava estar se sentindo tão em casa que acabou ganhando do público dois presentes: uma camisa do Brasil personalizada com seu nome e um sutiã de uma fã mais exaltada. Bem-humorado, o vocalista comentou que a peça da moça era muito bonita, mas não serviria nele.

O único que permaneceu quase imperceptível durante o show foi o tecladista “Burton” Puurtinen. Apesar da importância dos teclados nos arranjos da banda, o músico permaneceu apático e distante, ganhando destaque apenas num ligeiro solo que antecedia a música “Sleepwalking Past Hope”.

Apesar do som do microfone de Ville Valo estar um pouco baixo, a banda fez uma ótima apresentação para os apreciadores de música. Com direito a invasão de palco por um dos fãs, solos de guitarra bem executados e um desfile de hits empolgadamente acompanhados pelos fãs, a banda finlandesa surpreendeu o público por sua qualidade sonora e foi surpreendida pela calorosa recepção da plateia brasileira.

OUÇA OS GRANDES SUCESSOS DE HIM NA RÁDIO UOL